Em 3 de maio de 1824, chegaram os primeiros imigrantes alemães em Nova Friburgo, onde também foi fundada a primeira Igreja Luterana na América Latina. E em 25 de julho de 1824, um total de 39 pessoas se dirigiram ao município de São Leopoldo (RS).
Essa é a data de sua fundação, que desde 2011 detém o título “Berço da Colonização Alemã no Brasil”, reconhecida pela Lei Federal 12394. Esta antiga disputa entre os municípios São Leopoldo (RS) e Nova Friburgo (RJ) teve fim no dia 4 de março, com a sanção do Projeto de Lei (PL), que tramitava no Congresso Nacional, em Brasília, desde 2006.
Na época, Nova Friburgo havia recém-criado o Centro Cultural Teuto-Friburguense, com o objetivo de incluir em publicações do município o registro de que a cidade era o berço da imigração alemã, mas os dados foram contestados por São Leopoldo, que acabou por ficar com o título.
“Este é um tema complexo, e penso que o professor Pierre de Moraes poderia explicar melhor esse assunto que contém uma questão legislativa da qual não disponho de dados suficientes para abordar. Inclusive, quando ele era vereador, foi a Brasília para contestar o título dado a São Leopoldo”, disse o presidente da Fundação D. João VI, o historiador Luís Fernando Folly.
“Entendo que essa ‘chancela oficial’, vamos interpretar assim, foi um erro de interpretação da Câmara de Deputados, que parece não ter feito nenhuma pesquisa para apreciar e aprovar o pleito de São Leopoldo. Porque Nova Friburgo é de fato o berço da colonização alemã no Brasil, temos documentação oficial provando nossa posição”, reiterou Folly.
Na exposição oficial que a Fundação D.João VI está montando sobre o tema, neste sábado, 4, com o lançamento de livro comemorativo do bicentenário constam documentos sobre a vinda dos imigrantes alemães, de Niterói para Nova Friburgo, sob coordenação do Monsenhor Miranda, pessoa indicada por D.Pedro I para conduzir o grupo.
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