Presa no Peru, família friburguense tenta achar meio de voltar para casa

País fechou fronteiras para evitar disseminação do coronavírus. Família, que viajou semana passada, voltaria nesta quinta
terça-feira, 17 de março de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)

A família de Sabrina Mahler, moradora de Nova Friburgo, teve sua viagem ao Peru interrompida. Ela, o marido e o filho estão em Cuzco, no Peru, e impedidos de retornar ao Brasil devido a um decreto presidencial que determinou o fechamento das fronteiras, como medida de combate ao coronavírus. Após o decreto, a família recebeu um comunicado do hotel onde estavam hospedados de que deveriam sair da unidade pois a mesma seria fechada.

Desesperada e com uma criança pequena, ela pediu ajuda. Depois de duas horas esperando por uma solução, a família foi realocada em outro hotel. A realidade da família de Sabrina é a mesma de muitos brasileiros no país. Pegos de surpresa, eles tentam voltar para casa. A diplomacia brasileira tenta uma solução junto ao governo peruano para resolver a situação dos friburguenses.

Sabrina viajou no último dia 12, com data de retorno ao Brasil para esta quinta-feira, 19. À época, o Peru tinha 22 casos confirmados de Covid-19. Até esta terça, 17, no momento do fechamento desta edição, o número aumentou para 71. “As restrições eram mais na Europa e Ásia e achamos que não teríamos problemas. Decidimos que quando chegássemos ao Brasil faríamos um isolamento de uma semana. Depois que viajamos as coisas ficaram mais galopantes. Não imaginamos que as fronteiras para a América do Sul fossem fechar. São decisões tomamos, nem sempre acertadas. Por isso pedimos ajuda na mídia. São 3.770 brasileiros aqui por motivos distintos. É hora da gente se ajudar e tentar uma solução para que todos voltem para suas casas”, disse Sabrina.

Apesar das medidas restritivas, Sabrina considera sua situação tranquila, em comparação com muitos brasileiros que, sem lugar para dormir, fazem plantão no aeroporto. Segundo ela, como medidas para evitar aglomeração, somente uma pessoa por família pode sair às ruas para fazer compras, sob pena de multa ou prisão, caso alguém desrespeite a recomendação. “Eu considero a nossa situação em Cuzco bem privilegiada perto do que estávamos ontem, quando fomos expulsos do hotel. Todos nós estamos em uma situação indefinida. Não sabemos quando vamos voltar, quais medidas serão feitas para nos repatriar. Tem muitos brasileiros que já deveriam ter ido embora. Esses já estão com dificuldades para encontrar hotéis, lugares para ficar”, relatou ela.

Retirada de turistas estrangeiros

Sabrina informou que está em contato com a Embaixada do Brasil no Peru, mas a ajuda tem sido pouca. “A embaixada pediu para que a gente tentasse conseguir recursos com familiares, amigos ou usar o cartão de crédito, porque nessa questão eles não poderiam fazer nada. Eles estão em contato com autoridades peruanas para ver a melhor forma de nos trazer para casa. Apoio da embaixada somente em respostas pré-prontas, padrão, orientando que as pessoas tentem recursos com familiares”, informou.

Segundo o portal de notícias G1, o Peru autorizou, nesta terça-feira, 17, a retirada de estrangeiros que estavam no país quando as fronteiras foram fechadas. Em nota em uma rede social, a Embaixada do Brasil afirmou que negocia com as companhias aéreas um voo para tirar brasileiros retidos no Peru. O Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) estava em contato frequente com os cidadãos brasileiros que procuraram a embaixada.

 

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