Novo salário mínimo entrou em vigor no dia 1º de janeiro

Com aumento novo valor afeta renda, benefícios sociais e despesas públicas em 2026
sexta-feira, 02 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Henrique Pinheiro)
(Foto: Henrique Pinheiro)

O salário mínimo passa a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao piso atual, que é de R$ 1.518. A mudança foi oficializada por decreto do governo federal e começa a ser paga efetivamente a partir de fevereiro, conforme o calendário de salários, aposentadorias e benefícios.

    O aumento do salário mínimo afeta não apenas trabalhadores formais que recebem o piso nacional, mas também aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais, programas sociais e contribuições previdenciárias.

Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 61,9 milhões de brasileiros terão rendimentos direta ou indiretamente influenciados pelo novo valor.

O reajuste segue a política permanente de valorização do salário mínimo, prevista na Lei 14.663, de 2023. O cálculo considera dois componentes: a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado em 12 meses até novembro e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Para 2026, o INPC acumulado ficou em 4,18%. Já o crescimento do PIB de 2024 foi de 3,4%, mas, por conta das regras do novo arcabouço fiscal, o ganho real ficou limitado a 2,5%. A combinação desses fatores resultou em um aumento nominal de R$ 103 no salário mínimo.

Com o novo valor, o salário mínimo diário passa a ser de R$ 54,04, enquanto o valor por hora trabalhada sobe para R$ 7,37.

O reajuste do salário mínimo impacta diretamente os aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso nacional. Quem ganha um salário mínimo terá o benefício ajustado automaticamente para R$ 1.621, a partir dos pagamentos feitos no fim de janeiro.

Já os beneficiários que recebem acima do piso terão os valores corrigidos apenas pela inflação, com base no INPC de 2025, que será divulgado no início de janeiro. Segundo o Dieese, cerca de 70,8% dos beneficiários da Previdência Social recebem valores atrelados ao salário mínimo.

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