Nova Friburgo registra queda expressiva no número de queimadas em 2025

Redução de incêndios florestais é de 60% em relação ao ano passado
segunda-feira, 01 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Henrique Pinheiro)
(Foto: Henrique Pinheiro)

O mês de agosto de 2025 terminou com uma boa notícia para Nova Friburgo: a cidade registrou uma expressiva redução no número de queimadas em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados do 6º Grupamento de Bombeiros Militar, entre 1º de janeiro e 31 de agosto foram contabilizadas 125 ocorrências de incêndios em vegetação no município. O número representa uma queda de quase 60% em relação a 2024, quando, no mesmo intervalo, haviam sido registrados 277 casos.

O contraste é ainda mais significativo quando se observa o acumulado de queimadas em Friburgo durante todo o ano passado: 427 ocorrências, um dos maiores índices da última década. Embora julho e agosto de 2025 tenham concentrado a maior parte dos registros, a redução em relação ao histórico recente é considerada expressiva e motivo de alívio para autoridades e moradores.

Tendência nacional de redução

O cenário local acompanha uma tendência registrada em todo o país. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), agosto de 2025 apresentou o menor número de queimadas da série histórica iniciada em 1998. Foram contabilizados 17.943 focos de incêndios florestais em todo o Brasil, volume 62% inferior à média para o mês e 16% menor que o recorde anterior, registrado em 2013.

Os especialistas atribuem o resultado a um alívio climático com chuvas isoladas em julho e agosto após anos marcados por estiagens severas. A distribuição dos focos mostra que o cerrado concentrou quase a metade dos registros (48%), seguido pela Amazônia (22%). O Pantanal, que viveu episódios dramáticos de incêndios em anos recentes, apresentou apenas 173 ocorrências no acumulado do ano, um dos melhores resultados já registrados.

O levantamento também mostra que, no período entre 1º de janeiro e 22 de agosto, o país registrou 39.740 focos de queimadas, contra 97.742 no mesmo intervalo de 2024. Apenas nove estados apresentaram aumento em relação ao ano passado — entre eles Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul, que ultrapassaram a marca de mil ocorrências. O Mato Grosso, historicamente o estado com maior número de focos, também apresentou queda acentuada: de 19.032 em 2024 para 5.760 em 2025, o segundo melhor resultado desde o início da série histórica.

Atenção e prevenção

Apesar do cenário animador, autoridades alertam que o risco permanece elevado, sobretudo no período de estiagem, que se estende até outubro. Em Nova Friburgo, o Corpo de Bombeiros reforça a importância de denunciar queimadas e acionar a central 193 diante de qualquer foco de incêndio.

Grande parte dos registros é causada por ações humanas, seja de forma criminosa ou por práticas imprudentes, como a queima de lixo em terrenos baldios. A conscientização da população, portanto, continua sendo vista como peça-chave para manter a tendência de queda nos próximos meses e anos.

Em um município cercado por áreas verdes e com forte tradição no turismo de natureza, a preservação ambiental é fundamental não apenas para a segurança da população, mas também para a manutenção da qualidade de vida e da economia local.

 

* Reportagem da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 81 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: