“Nariz eletrônico” auxilia na identificação de bebidas adulteradas

Novidade foi criada por estudantes da Universidade Federal de Pernambuco
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Com o aumento de casos de intoxicação por metanol pelo Brasil, a preocupação com a identificação das bebidas adulteradas tem sido muito discutida. Na última semana, pesquisadores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), criaram o “nariz eletrônico”, dispositivo que transforma o cheiro em dados, acusando qualquer adulteração.

O equipamento funciona da seguinte forma: o leitor identifica o odor e transformando-os em dados, que são levados para uma inteligência artificial, que aprende a reconhecer o cheiro de cada amostra. Primeiro, são apresentadas amostras de bebidas originais, após a identificação da máquina, as bebidas falsificadas são inseridas para analisar as diferenças na composição.

Além da identificação do metanol, o nariz eletrônico também identifica outras adulterações, como bebidas diluídas em água. O tempo médio para o resultado é de 60 segundos, e os pesquisadores prometem uma margem de segurança de até 98% de eficácia.

Até o momento, a versão etílica do dispositivo foi utilizada apenas nos laboratórios, e antes da venda, é preciso testá-lo em ambientes reais. Os pesquisadores já mostram interesse em comercializá-los para bares, restaurantes e adegas, em uma tentativa de zerar os casos de intoxicação. A ideia de desenvolver um produto para o próprio consumidor identificar adulterações em bebidas e comidas, não é descartada. Para desenvolver a acessibilidade do dispositivo, os pesquisadores estimam um investimento de cerca de R$ 10 milhões.

Onde tudo começou

Apesar de seu grande sucesso na identificação de metanol nas bebidas, os estudos do dispositivo começaram há dez anos atrás, na indústria de petróleo e gás. A princípio, o equipamento foi desenvolvido para avaliar o odorizante do gás natural, que é utilizado no gás de cozinha, para indicar quando há vazamento.

Conforme o avanço dos estudos, o equipamento também foi sendo desenvolvido para identificar alterações em alimentos, como carne vermelha, carne branca, peixes e frutos do mar. A indústria alimentícia já utiliza o dispositivo para verificar a qualidade do óleo de soja na produção de margarina. (Agência Brasil) 

 

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TAGS: Metanol