Mobilização de apoio ao Frizão na retomada dos treinos

Algumas pessoas e empresas já se mobilizam para ajudar o clube
sexta-feira, 14 de maio de 2021
por Vinicius Gastin
Friburguense se mobiliza e retoma treinos com um grupo de garotos
Friburguense se mobiliza e retoma treinos com um grupo de garotos

Falar sobre a importância do Friburguense para Nova Friburgo, nos contextos desportivo, cultural, social e, até mesmo, econômico, é repetitivo. O maior indutor de publicidade gratuita do município, e símbolo de toda uma história envolvendo nossa terra, o Tricolor da Serra passa por momentos delicados. A pandemia, as mudanças de calendário e a extinção da cota de TV (em torno de R$ 750 mil este ano) asfixiaram o clube que, durante os últimos 23 anos, esteve durante 19 anos entre os principais do futebol do Rio de Janeiro. Sempre com a situação financeira enxuta e restrita, porém equalizada.

Após um ano difícil – para todos os setores, empresas e sociedade de uma forma geral, diga-se de passagem – e sem novas receitas desde março de 2020, o Frizão começa a receber o carinho e o apoio de quem verdadeiramente reconhece o seu valor e o trabalho feitos durante todas as últimas temporadas. Recentemente, A VOZ DA SERRA mostrou que, sem recursos, o Friburguense pode vir a colocar apenas os garotos do Sub-20 em campo na disputa da Série A2.

Algumas pessoas e empresas já se mobilizam para ajudar o clube, e novidades devem ser divulgadas nos próximos dias. No entanto, há dívidas anteriores a serem quitadas. Em paralelo, o Tricolor da Serra já iniciou a preparação para a competição estadual, com um grupo de jovens atletas e alguns outros que podem vir a integrar o plantel. Novas contratações e toda a questão de um planejamento de reforços vão depender da geração de novas receitas. A comissão técnica continua sendo formada pelos ídolos do clube, à exemplo de Cadão, Sérgio Gomes, Bidu, Ziquinha e Zé Romário.

A Série A2

O Tricolor da Serra terá pela frente a Série A2 do Campeonato Carioca a partir de 5 de junho. Após reunião arbitral na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), com a presença de representantes dos clubes, ficou definida a divisão das equipes em dois grupos, com seis clubes cada. O Frizão, na primeira rodada, encara a Cabofriense, no estádio Correão.

O Tricolor da Serra está no Grupo A, ao lado de Cabofriense, Duque de Caxias, Gonçalense, Artsul e Americano. No Grupo B estão América, o rebaixado da Série A1 (provavelmente o Macaé), Sampaio Corrêa, Goytacaz, Maricá e Angra dos Reis. A Série A2 terá as taças Santos Dumont e Corcovado, sendo que no primeiro turno as equipes da mesma chave se enfrentam. Os dois melhores de cada lado avançam para as semifinais.

À exemplo do que acontecera para a disputa da Seletiva – quando treinou por 16 dias antes da estreia -, o Friburguense não vai conseguir cumprir esse período considerado ideal de preparação. De acordo com o regulamento da Série A2, apenas o campeão conquistará o acesso para a primeira divisão em 2022. Apesar do peso histórico, o Tricolor entra na competição em desvantagem sob variados aspectos.

América e Americano, por exemplo, retomaram os trabalhos há mais tempo, e outros clubes também já definiram as datas das reapresentações. Ou pelo menos se movimentam no mercado. O Maricá terá o apoio da prefeitura e do empresariado local, enquanto o Artsul, com boa capacidade de investimento após a venda do Pedro (atacante comprado pelo Flamengo junto à Fiorentina por R$ 87 milhões, dos quais quase R$ 9 milhões serão repassados ao Artsul), deve montar uma equipes forte. Sem contar o Macaé, rebaixado da Série A1, e os demais times que integraram a Seletiva deste ano.

“Temos exemplos de um Bonsucesso, por exemplo, que estava numa Série A em 2019 e, atualmente, disputa a terceira divisão do Rio. Olaria, Campo Grande e tantas outras equipes de tradição no futebol estadual. É uma preocupação que nós temos, e não queremos deixar acontecer”, pontua o gerente de futebol José Siqueira.

“A Série A2 vem trazer a oportunidade do envolvimento da cidade. Nova Friburgo ainda é conservadora na questão da rivalidade do futebol amador antigo, mas isso já melhorou muito. Há uma nova geração que nos trata com muito carinho. Mas na questão do empresariado, eles nunca tiveram muita oportunidade. Todas as placas de publicidade, por exemplo, pertenciam à emissora que comprava o campeonato. Restava só o espaço da camisa para vender, que conseguíamos, mas ficávamos limitados a criar coisas novas. A Série A2 e a saída da Globo nos trazem para um processo”, reforça Siqueirinha.

  • Pessoas e empresas já se manifestam com a intenção de ajudar o Frizão: novidades nos próximos dias

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  • Reforços e melhorias no plantel dependem da geração de novas receitas

    Reforços e melhorias no plantel dependem da geração de novas receitas

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