Médicos alertam para prevenção de doenças durante o Carnaval

Período de comemoração mais aguardado pelos brasileiros propicia a proliferação de doenças que podem ser evitadas
sábado, 22 de fevereiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra
Médicos alertam para prevenção de doenças durante o Carnaval

Cair na folia é a regra durante o Carnaval. A data festiva mais celebrada no Brasil reúne milhares de pessoas nas ruas, gerando um contato físico maior neste período. Então, convém alertar a população para o cuidado com a saúde e a prevenção de doenças que proliferam com mais facilidade nesta época, mas que podem ser evitadas. Confira a lista de doenças mais comuns e como evitá-las, de acordo com o Ministério da Saúde.

Herpes e mononucleose (Doença do Beijo)

Muito comum no carnaval, a mononucleose infecciosa, conhecida como doença do beijo, é uma síndrome com maior índice de incidência em pessoas de 15 a 25 anos de idade. Da família dos herpes, também pode ser contraída através de tosse, espirro e objetos levados à boca, como copos e talheres. Os sintomas frequentes e progressivos são dor de garganta, febre, calafrio, inchaço dos gânglios (ínguas), fadiga, mal-estar e sudorese.

Prevenção

Como a doença é transmitida pelo beijo, a principal dica para prevenção é evitar o contato com pessoas infectadas e sempre higienizar as mãos.

ISTs

Transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa que esteja infectada, geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. No período carnavalesco, comumente esses cuidados são esquecidos, o que facilita a transmissão dessas doenças.

Prevenção

Uma das maneiras mais eficazes de se prevenir contra as ISTs é fazer exames regulares. Inúmeros exames são sugeridos para as mais diversas formas de ISTs e com regularidades diferentes. Usar preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão.

Sífilis

Segundo o MS, houve um forte aumento nos registros de casos de sífilis no Brasil. Entre 2010 e 2018, a taxa de infecção da doença aumentou de 2,1 para 75,8 casos a cada 100 mil pessoas. A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.

Prevenção

O uso correto e regular da camisinha feminina e/ou masculina é a medida mais importante de prevenção da sífilis. O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal de qualidade também contribui para o controle da sífilis congênita.

Gastroenterite

É uma inflamação do trato gastrointestinal que afeta o estômago e o intestino delgado. Os sintomas mais comuns são diarreia, vômitos e dor abdominal. Outros possíveis sintomas incluem febre, falta de energia e desidratação.

Prevenção

No carnaval, a preocupação com a alimentação deve ser levada em conta. A infecção intestinal é muito comum quando são ingeridos produtos de procedência não identificada. Por isso, é importante dar preferência a restaurantes conhecidos e lavar as mãos após ir ao banheiro. É essencial evitar consumir carnes e ovos malpassados e beber muita água, de origem confiável.

Conjuntivite

É a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes (poluição, fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou de maquiagem etc).

Prevenção

Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes; lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estes são veículos importantes para a transmissão de micro-organismos patogênicos. Não coçar os olhos e usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos, ou lavar todos os dias as toalhas de tecido.

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