À espera dos rankings mundiais, Jhennifer Alves ainda pode ir às Olimpíadas

Restando algumas definições por ranking, as chances da friburguense em integrar o time do revezamento feminino são grandes
terça-feira, 27 de abril de 2021
por Vinicius Gastin
Por um segundo, Jhenny ficou fora da prova olímpica dos 100 metros peito (Fotos:  Satiro Sodré/SSPress/CBDA)
Por um segundo, Jhenny ficou fora da prova olímpica dos 100 metros peito (Fotos: Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

O Brasil fechou a Seletiva Olímpica com 18 nadadores confirmados nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021. Dentre eles não está Jhennifer Alves. Apenas por enquanto. Restando algumas definições por ranking, as chances da friburguense em integrar o time do revezamento feminino são grandes. Jhenny brilhou na piscina do Parque Maria Lenk, no Rio de Janeiro, durante este último final de semana, e passou perto também da prova individual. Mesmo quebrando recorde, bateu na trave por um segundo.

O último dia da seletiva da natação brasileira para as Olimpíadas de Tóquio viu dois índices em provas masculinas, nos 100m borboleta e nos 100m livre. Matheus Gonche obteve a marca classificatória ao vencer a final dos 100m borboleta em 51s94, e vai pela primeira vez para o evento. Gabriel Santos, por sua vez, conseguiu a marca nos 100m livre em uma tomada de tempo depois que uma vaga na distância ficou em aberto com a suspensão de André Calvelo.

Ao todo, o país já tem 18 garantidos na natação na Olimpíada japonesa. Alguns atletas ainda terão a chance de fazer uma tomada de tempo em junho para tentar obter índices. É o caso, por exemplo, da fundista Viviane Jungblut, que testou positivo para Covid-19 a poucos dias da seletiva. O Brasil também pode aumentar seu número de classificados com os revezamentos femininos, que precisam esperar a definição dos rankings mundiais.

O sistema é complexo e cheio de combinações. São sete revezamentos olímpicos, três classificados (4×100 livre, 4×200 livre, 4×100 medley todos masculinos) e quatro na busca das vagas (4×100 livre, 4×200 livre, 4×100 medley todos femininos e o 4×100 medley misto). Para os revezamentos não classificados, a primeira condição é estar entre os quatro melhores tempos da repescagem das competições entre 2019 até 31 de maio de 2021.

Os três revezamentos femininos já estão definidos, e no 4×100 medley, Jhennifer Alves compõe o time ao lado de Etiene Medeiros, Giovanna Diamante e Larissa Oliveira. A equipe do 4×100 livre é formada por Larissa Oliveira, Ana Vieira, Stephanie Balduccini, Etiene Medeiros, e no 4×200 livre, estão Aline Rodrigues, Larissa Oliveira, Nathalia Almeida, Gabrielle Roncatto. O processo de classificação é de “replay only”, ou seja, nadadores sem índices A que vão aos Jogos Olímpicos é atrelado ao número de revezamentos classificados. Neste momento os três revezamentos masculinos estão classificados, ou seja, há seis vagas, sendo quatro utilizadas.

Com duas vagas sobrando, soma-se os revezamentos femininos e misto, e então há seis vagas adicionais, somando nove vagas a serem distribuídas: 4×100 livre feminino; quatro vagas; 4×200 livre feminino, três (Larissa já pega a vaga do 4×100) e 4×100 medley feminino, duas  vagas (Etiene e Larissa já tem as vagas dos outros revezamentos). As vagas das outras provas ficariam com o 4×100 medley misto. Assim, na combinação dos resultados, para o Brasil ter todos os sete revezamentos na Olimpíada todas as equipes precisam estar no Top 4 da repescagem.

Na prova individual, nos 100 metros peito, a friburguense Jhennifer Alves não atingiu o índice olímpico no Complexo Maria Lenk. Atual recordista brasileira da prova, ela chegou a melhorar sua marca na primeira oportunidade, atingindo 1'07"35. Na segunda, entretanto, a nadadora marcou 1'08"08, um segundo a mais do que o índice olímpico, que é 1’07”07.

“Eu não sei explicar. Eu não estou nem cansada. Não sei o que aconteceu. Talvez uma braçada errada, mas estou muito preparada Estou satisfeita com o tempo da manhã”, afirmou a nadadora de 23 anos. Apesar de não atingir o índice, Jhennifer foi a melhor na prova e ainda alimenta esperanças de ir para as Olimpíadas.

A Seletiva

A nadadora de Nova Friburgo participou da seletiva para as Olimpíadas de Tóquio no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, competição que definiu os representantes da natação brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão). O evento contou com uma série de restrições, sendo limitado a somente 103 atletas que tenham alcançado o chamado índice "B" da Federação Internacional de Natação (Fina).

Visando diminuir os riscos do evento, a CBDA reduziu os participantes da seletiva a apenas aqueles com chances reais de estarem em Tóquio. Ou seja, os que já fizeram pelo menos o índice B da Federação Internacional de Natação (Fina), impondo também uma quota de 120 vagas. No fim, apenas 103 foram preenchidas. Só foi aberta exceção nas provas de 100m e 200m livre femininas, porque existe a possibilidade de classificação dos revezamentos - podem ir a Tóquio também atletas sem índice A.

Atletas com índice para a seletiva puderam nadar várias provas, não só aquelas nas quais se classificaram inicialmente. Mesmo assim, em diversas provas houve menos competidores do que de raias. O índice "B" é uma marca mínima determinada pela Fina para um nadador ter a possibilidade de ir aos Jogos. É mais exigente que o corte estabelecido anteriormente para participação na seletiva.

Para estar na prova individual dos 100 metros peito nos Jogos de Tóquio, Jhennifer precisava alcançar 1min07s07 na seletiva olímpica. Os critérios de qualificação para Tóquio foram atualizados em fevereiro. Os dois primeiros colocados de cada prova - desde que atingissem, nas respectivas finais, o índice "A" (mais exigente) da Fina - se classificariam.

Os já classificados para Tóquio

  • Bruno Fratus - 50m livre
  • Guilherme Basseto - 100m costas
  • Guilherme Guido - 100m costas
  • Breno Correia - 200m livre, 4x200m livre, 4x100m livre
  • Fernando Scheffer - 200m livre, 4x200m livre
  • Guilherme Costa - 400m livre, 800m livre, 1.500m livre
  • Felipe Lima - 100m peito
  • Murilo Sartori - 4x200m livre
  • Luiz Altamir - 4x200m livre
  • Leonardo de Deus - 200m borboleta
  • Beatriz Dizotti - 1.500m livre
  • Betina Lorscheitter - 1.500m livre
  • Pedro Spajari - 100m livre, 4x100m livre
  • Gabriel Santos - 100m livre, 4x100m livre
  • Marcelo Chierighini - 4x100m livre
  • Caio Pumputis - 200m medley
  • Vinicius Lanza - 200m medley
  • Matheus Gonche - 100m borboleta

 

  • Ao lado das companheiras de piscina, nadadora friburguense aguarda por vaga no revezamento feminino

    Ao lado das companheiras de piscina, nadadora friburguense aguarda por vaga no revezamento feminino

  • Jhennifer conseguiu marcas importante durante a participação na Seletiva olímpica

    Jhennifer conseguiu marcas importante durante a participação na Seletiva olímpica

Publicidade

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 76 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: