Descendentes de pioneiro de São Lourenço se reúnem neste sábado

Victorino Bento de Toledo foi o caçula de um dos primeiros a chegar nas terras do povoado rural do 3º distrito friburguense
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra
Victorino e Rosa
Victorino e Rosa

Neste sábado, 25, os laços de sangue reunirão cerca de 100 pessoas que vão festejar a memória de seus antepassados, se confraternizar, rever e conhecer novos familiares durante um evento que será realizado em uma espaço na Rua Oscár Schultz, no bairro Varginha. É o 1° Encontro dos Descendentes de Victorino Toledo que vai reunir os descendentes da união dos sobrenomes Toledo e Cabral, que estão espalhados por vários municípios do Estado do Rio de Janeiro e até no Distrito Federal.

 “Sempre que havia o aniversário de alguns dos descendentes, era cobrado o encontro de todos da família, o que não acontecia em um único local. Não tínhamos noção da quantidade de pessoas que efetivamente compareceriam, mas assim que espalhamos a notícia, tivemos grande adesão. A intenção é que tenhamos muitos outros encontros, cada vez com mais descendentes”, relatam os organizadores do evento, Marcelo Toledo e Fernando Cabral.

Sobre Victorino Bento de Toledo 

Victorino foi o filho caçula de um dos pioneiros a chegar nas terras de São Lourenço, então povoado rural do atual distrito de Campo do Coelho. Ele casou-se com Rosa Jacintha Cabral, com quem teve oito filhos. Victorino os criou praticamente sozinho, após morte precoce da esposa. Esta foi a primeira união das duas famílias, que contou ainda com casamentos entre Assis Toledo e Luzia Cabral; Alverina Toledo e Eugênio Cabral; e Nadir Toledo e Oswaldo Cabral.

Nascido em 1903, Victorino era, em sua vida adulta, o curandeiro da região. Em uma época sem energia elétrica e estradas, quando a travessia de São Lourenço a Nova Friburgo eram feitas por jegues ou burros e levava dias, ele era o único recurso médico nas proximidades. Com conhecimentos em homeopatia e em ervas medicinais, tratava desde um leve mal-estar dos sitiantes até chegar, inclusive, a realizar pequenas cirurgias.

“Ele era o curandeiro da região. Trabalhava com chás, homeopatias e ervas medicinais. Ele plantava de tudo para cuidar dos familiares e moradores da região. Ele tinha um livro, que tinha informações sobre medicina e ele se guiava por ele. As pessoas que iam procurar por ele em nossa casa a qualquer hora, de noite, de madrugada. Chegavam lá procurando cuidados. A qualquer hora, papai saía, ia para a casa de outras pessoas e ficava a noite inteira lá, dando remédios e ajudando “, declara Alverina Toledo, filha de Victorino, que está prestes a completar 92 anos.

Até hoje, Victorino é lembrado no povoado rural onde viveu. Como veiculado em A VOZ DA SERRA, na edição de 27 de fevereiro de 2018, a unidade educacional da região, que atende cerca de 100 jovens, carrega seu nome para a eternidade: a Escola Municipal Victorino Bento de Toledo.

 

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