Contrastes urbanos: asfalto novo da RJ-116 x eternas ondulações na RJ-130

Trechos de rodovias que dependem do poder público sofrem com má-conservação e descaso
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
"Abbey Road friburguense": pintura asfáltica na Avenida Comte Bittencourt tinindo de nova (Fotos: Henrique Pinheiro)

 

Um problema crônico de Nova Friburgo que se agravou nos últimos anos é o estado de conservação das estradas estaduais que cortam o município. São poucos os trechos que rendem elogios. Há muito o que se cobrar, principalmente do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio (DER), o responsável pela manutenção das rodovias estaduais.

Recentemente, a concessionária Rota 116, responsável por administrar o trecho privatizado da rodovia RJ-116, entre Itaboraí e Macuco, realizou uma intervenção em três trechos do eixo urbano da estrada no Centro de Nova Friburgo. É importante ressaltar que a concessionária não é responsável por outros trechos de rodovias que passam pelo município e, portanto, nada pode fazer para recuperá-los. Ainda assim podemos utilizá-la como exemplo para efeitos de comparação com a RJ-130 (Nova Friburgo-Teresópolis), por exemplo, e provocar o poder público para que dispenda o mesmo tipo de atenção que a iniciativa privada.

RJ-130

Já foram incontáveis as denúncias feitas pelo jornal sobre um dos piores trechos da RJ-130, que liga o bairro Duas Pedras ao município de Teresópolis. É na altura do Memorial SAF, que encontra-se um dos maiores problemas da rodovia. As ondulações na pista atingiram um nível alarmante e o motorista que passar por ali deve redobrar a atenção. Já conhecidas, essas ondulações existem há muitos anos e preocupa quem costuma dirigir pelo local.

Elisabete Tosto mora naquele trecho e na última reportagem de A VOZ DA SERRA sobre o problema, em julho deste ano, informou que a última vez que a rodovia recebeu alguma manutenção foi em 2016, para a passagem da tocha olímpica, às vésperas dos Jogos do Rio de Janeiro. “A minha mãe já tropeçou e caiu aqui. A sorte é que eu estava em casa e quando vi, fui correndo para tirá-la do asfalto. Cabe ao Governo do Estado fazer esse conserto. Isso já é um pedido antigo”, disse.

Uma parceria esburacada

Em dezembro do ano passado, a Prefeitura de Nova Friburgo firmou uma parceria com o DER para viabilizar a retomada do funcionamento da Usina de Asfalto do município, na Chácara do Paraíso, parada há quase dois anos. No convênio assinado, ficou estabelecida uma relação de serviços, sem repasse de recursos financeiros.

O DER seria o responsável por abastecer a usina de asfalto com o material necessário para sua plena operação e promover melhorias nas vias municipais, rodovias estaduais, além da manutenção de estradas nos municípios vizinhos. Apesar disso, segundo a prefeitura informou na tarde desta terça-feira, 15, o município ainda aguarda o envio do material.

RJ-116

A concessionária Rota 116, iniciou no dia de 20 de julho as obras de recuperação do asfalto de parte do eixo rodoviário de Nova Friburgo, trecho de perímetro urbano da rodovia que atravessa o centro do município. Os trabalhos tiveram início na pista de sentido norte da Avenida Geremias de Mattos Fontes, na descida do viaduto, próximo à Praça Marcílio Dias, no Paissandu, passaram pela Avenida Comte Bittencourt e Galdino do Valle.

As equipes da concessionária retiraram toda a capa de asfalto com trechos danificados e substituíram por novas camadas de massa asfáltica. A obra foi finalizada em pouco menos de duas semanas. Foram pouco mais de dois quilômetros de extensão que ganharam novo asfalto. Concluída a obra, muitos motoristas aprovaram a intervenção feita. “Está um tapete. Que sirva de exemplo para que outros trechos da nossa cidade possam ser melhorados.”, disse um motorista.

O que diz o DER

Segundo o DER, a RJ-130 tem recebido ações de conservação. Com relação ao trecho com calombos, próximo ao trevo de Duas Pedras, o órgão está providenciando equipamentos que serão necessários para realizar a intervenção.

 

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