Clubes querem Série C do Rio sem exigência de testes de Covid-19

Segundo a argumentação dos dirigentes, o alto custo dos protocolos sanitários deixaria a participação “inviável”
sexta-feira, 21 de maio de 2021
por Vinicius Gastin
Clubes fluminenses se mobilizam por suspensão dos testes de Covid-19
Clubes fluminenses se mobilizam por suspensão dos testes de Covid-19

A situação financeira não está fácil para os clubes de menor investimento do Estado do Rio de Janeiro. De fato, nunca esteve, mas a pandemia agravou toda a situação observada há anos no futebol fluminense. O Friburguense, por exemplo, continua em busca de novas receitas, após a suspensão do pagamento das cotas de TV. Para os clubes de divisões inferiores o cenário é tão sombrio quanto, ou ainda pior.

Alguns clubes participantes da Série C do Campeonato Carioca, prevista para começar no próximo dia 30 (o início foi adiado em uma semana), estão liderando um movimento para que os testes de Covid-19 não sejam obrigatórios durante a competição, mesmo diante de um dos períodos mais letais da pandemia. Um e-mail foi preparado por essas agremiações e enviado à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

Segundo a argumentação dos dirigentes, o alto custo dos protocolos sanitários deixaria a participação “inviável”. O preço de cada teste varia de R$ 150 a R$ 300, e os clubes arcam com os valores para atletas, comissão técnica, dirigentes e, no caso do time mandante, árbitros e delegados. Além disso, valores de UTI móvel, médicos, enfermeiros e borderô fazem a competição ainda mais cara. Despesas que o Friburguense teve na seletiva estadual, e terá novamente durante a disputa da Série A2.

A nota compara os jogos – embora haja contato físico frequente em uma partida de futebol – ao comércio em geral, como supermercados, alegando que para o ingresso nestes locais não é exigido nenhum tipo de teste.

Pioneira na volta do futebol após a primeira pausa por conta da pandemia, a Ferj exige testes quinzenais de Covid-19 nos jogos das divisões inferiores desde 2020. A entidade criou o protocolo Jogo Seguro para a Série A e, em seguida, fez adaptações para outras divisões e categorias.

Nas edições de 2020 das séries B1 e B2, clubes foram acusados de falsificar os testes. Enquanto o Mesquita, denunciado pelo próprio presidente, foi punido pelos órgãos competentes, o Bonsucesso também é suspeito e está na mira do TJD-RJ, que deve marcar o julgamento para os próximos dias.

“Venho por meio deste, apelar para o bom senso, para o princípio isonômico, para o princípio da razoabilidade, no intuito de que os clubes afiliados não sejam ainda mais massacrados pelas circunstância econômica que o país vem atravessando. Considerando que, atividades econômicas com muito maior número de fluxo de pessoas, tais como supermercado, padaria, hortifrutis, bares e restaurantes, não lhes são exigidos nenhum tipo de teste laboratorial ou testes rápidos aos funcionários e aos clientes para a Covid-19. Conclamamos a todos os interessados no êxito da federação e de seus afiliados, que seja revogado a exigência da obrigatoriedade de testes para Covid-19, pois seria uma incoerência sem precedentes na violação dos princípios citados acima, decretado pelos órgãos governamentais ou quais outra entidade, exigindo que os clubes tenham que cumprir tais procedimentos sanitários, fazendo com que o campeonato se torne mais inviável do que já é”, diz o e-mail.

 

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