CDL e Sincomércio pedem urgência na liberação de recursos às empresas

Braulio Rezende participa de videoconferência com ministro Paulo Guedes e pede celeridade nas medidas
terça-feira, 07 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra
Braulio Rezende (Arquivo AVS)
Braulio Rezende (Arquivo AVS)

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Nova Friburgo solicitaram ao Ministério da Economia urgência na liberação das linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre as medidas para reduzir o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus.

Em ofício encaminhado ao ministro Paulo Guedes, o presidente da CDL e do Sincomércio, Braulio Rezende, requereu a suspensão da cobrança de impostos federais para as demais empresas enquanto durar a crise, além das integrantes do Simples Nacional, já que um eventual parcelamento não seria suficiente para socorrer a classe empresarial.

“Acompanhamos conferências e depoimentos do ministro com explanações sobre as linhas de crédito, em que ele disse que a ajuda emergencial sairia rapidamente. O dinheiro não saiu, então o governo precisa acelerar esse processo”, afirmou Braulio Rezende.

Ele ainda destaca que faz contato diário com os gerentes das agências locais da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, instituições públicas por intermédio das quais os empréstimos também serão disponibilizados, mas vem sendo informado de que não foram estabelecidas normas como juros e carências, entre outras.

“Esse atraso gera visível angústia nos empresários friburguenses. Há enorme dificuldade no acesso aos recursos, que são, neste grave momento que vivemos hoje, a esperança da nossa categoria”, acrescenta Braulio.

O presidente da CDL e do Sincomércio acredita que somente com os empréstimos e a interrupção na cobrança de impostos as empresas terão condições de funcionar. Sem movimento de vendas e com as contas vencendo, os empresários não irão conseguir honrar com seus compromissos financeiros.

“Os empresários estão sufocados, sem capital de giro, amargam imensos prejuízos e não tem como pagar fornecedores, tributos e folha salarial sem ajuda emergencial do governo. A roda da economia só voltará a girar se o governo fizer a sua parte e injetar, de verdade, dinheiro nas empresas”, defende Braulio Rezende.

Videoconferência com Paulo Guedes

Para tentar acelerar a chegada desses recursos, Braulio Rezende participou de uma videoconferência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que reuniu representantes do empresariado de todo o país. Segundo o presidente da CDL e do Sincomércio, o principal assunto da conversa foi a dificuldade enfrentada pelas empresas para acessar as linhas de crédito emergenciais liberadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como uma das medidas para reduzir os impactos causados pela pandemia de Covid-19: “Houve unanimidade nas queixas apresentadas ao ministro: o dinheiro não está chegando na ponta. Ele (Paulo Guedes) disse que entende o desespero dos empresários”, finalizou Braulio.

 

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