Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana
A VOZ DA SERRA é uma sucessão de surpresas

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
Na carona da charge de Silvério publicada na capa da edição do último fim de semana, um alerta para uma situação recorrente que tem sido uma pedra no sapato dos transeuntes que passam em alguns pontos críticos da cidade. O Cão Sentado, na charge, não economizou sua preocupação com o descaso que paira em determinados pontos de perigo para a população. Volta e meia, alguém despenca de uma calçada que, há muito, deveria possuir um guarda-corpos. Acorda, Nova Friburgo!
Se caminhar em alguns trechos da cidade pode ser uma cilada, “entrar” no Caderno Z é sempre um caminho seguro e prazeroso. É comum, no meu texto das surpresas, desde os tempos do meu início como colunista, “musicar”, como se fosse escolhida, na minha cabeça, uma trilha capaz de interagir com um tema abordado. Desta vez, não seria diferente, pois, “Quando a voz de uma pessoa muda o mundo”, me veio Milton cantando: “É bom assim, ser a voz que alegra alguém além do oceano, além das nações...”
E assim tem sido a voz de Malala que, ao completar 16 anos de idade, no dia 12 de julho de 2013, discursou na Assembleia da Juventude na Organização das Nações Unidas. Seu discurso se desdobrou entre defesas sobre edificação humana, a partir dos saberes da educação. Sua célebre afirmação de que “uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo” tem sido pauta reflexiva e ativa para a mudança mundial e que, sem esse quarteto, o protagonismo humano não avança nem para a paz.
Marcelo Gonzales costurou muito bem os feitos de Malala no tecido musical da nossa banda Euterpe Lumiarense que “se recusa a ser apenas lembrança”, que “não caminha sozinha, pois ao seu redor caminham as oficinas de instrumentos, o cinema, a leitura, a dança, “a memória e o encontro”.
Num texto maravilhosamente construído, Gonzales nos aproximou do 5º distrito, dos sentimentos, de sua gente banhada em arte e concluiu: “A Euterpe não é apenas um espaço onde a música acontece. É um lugar de memória contínua ensaiando o futuro...”. O ensaio do futuro é a peça fundamental da arquitetura humana e a Usina Cultural cria horizontes no projeto, cujo nome dá vida e visibilidade para talentos que têm luz própria. E a Usina Cultural Energisa inaugura mais uma “Usina Viva” - uma programação com várias parcerias, até 12 de dezembro.
Seguindo a trilha cultural, a Casa de Cultura e Cidadania de Olaria está com novas atividades. A programação é gratuita e oferece oficinas de Hip Hop, Crochê, Percussão, Desenho, Dança do Ventre, Artesanato, Violão, Banda e Brincadeiras Tradicionais. O espaço cultural fica localizado na Rua Gustavo Lira, 209. Para inscrição ou informações, o contato pode ser feito pelo número (22) 2521-5304. Buscar a arte, difundi-la e praticá-la é uma essência que permeia a vida.
Na coluna “Há 50 anos”, o querido Gama – Grupo Arte Movimento e Ação, criado pelo inesquecível Jaburu, percorria várias cidades de Minas Gerais com apresentações da peça “O que mantém um homem vivo”, de Bertholt Brecht.
Com tantas datas no calendário, não poderia faltar o Dia Mundial do Rock – 13 de julho. Lais Lima nos trouxe um excelente panorama do estilo musical que tomou conta do mundo. De Elvis Presley, Beatles e Rolling Stones, o som das guitarras se expandiu e hoje se mantém eletrizado pelas possibilidades que o sistema digital nos oferece. Jessyka Azevedo contou a experiência com sua playlist. É a facilidade de gostar de uma música em um filme ou série, pesquisar na internet e adicionar a uma playlist.
Seja na modernidade ou no modo antigo, nas telas, no vinil, na fita k7, no cinema, no show, nos documentários, importa mesmo é vivenciar o rock, mantê-lo vivo e empolgante. É o estilo que se renova!

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
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