Nos últimos anos,
estudantes universitários vêm enfrentando dificuldades emocionais significativas devido à pressão acadêmica, sobrecarga de estudos e exigências de autonomia, o que pode levar à ansiedade, depressão, distúrbios do sono e burnout, afetando o rendimento e a saúde.
Especialistas defendem cuidados integrados com corpo e mente
Diante desse cenário, as instituições de ensino superior de todo o país vêm sendo desafiadas a repensar suas estruturas e políticas de apoio. Mais do que um problema individual, o adoecimento psíquico no ambiente acadêmico é, hoje, uma questão coletiva e institucional.
Fatores como competitividade, dificuldade em adaptar-se às novas responsabilidades e a falta de repertório para lidar com problemas pessoais agravam a situação. A saúde mental é essencial para o bem-estar e o sucesso acadêmico, e a necessidade de suporte e intervenções no ambiente universitário é crescente.
Para lidar com isso, é crucial buscar apoio psicológico, seja através dos serviços da própria instituição ou de recursos externos como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial), além de cultivar redes de apoio informais com amigos e familiares.
Corpo e mente na mesma caixa
Um estudo realizado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) revelou um dado preocupante: 83,05% dos universitários brasileiros relataram enfrentar algum tipo de dificuldade emocional durante a vida acadêmica. Entre os sintomas mais comuns estão ansiedade, depressão, alterações no sono, mudanças alimentares e até ideação suicida.
O levantamento mostra que a vida universitária, marcada por provas, trabalhos, estágios e a busca por equilíbrio na rotina social, cobra um preço alto da saúde física e mental dos estudantes. Especialistas ressaltam que os cuidados com o corpo e a mente não podem ser dissociados.
“Quanto antes entendermos que saúde física e saúde mental não são caixas separadas, maiores são as chances de termos uma vida equilibrada, produtiva e com qualidade”, afirma a psicóloga clínica Rozane Fialho, CEO da Rede Psicoterapia.
De acordo com a especialista, esse olhar integral é essencial para que os jovens consigam atravessar o período acadêmico de forma saudável. Ela ressalta que os dados evidenciam um problema coletivo, que demanda atenção não apenas das instituições de ensino, mas também da sociedade e de organizações ligadas à vida universitária.
Pilares para a qualidade de vida
Pesquisas científicas reforçam que hábitos de vida saudáveis impactam diretamente o bem-estar emocional. Nesse sentido, Rozane destaca cinco pilares fundamentais para a qualidade de vida: prática regular de atividades físicas, sono adequado, alimentação equilibrada, psicoterapia e apoio social.
“Cuidar da saúde integral não é luxo, nem perda de tempo. É sobre ter mais clareza mental para aprender, mais disposição física para enfrentar o dia a dia e mais força emocional para lidar com as pressões acadêmicas”, complementa a psicóloga.
A pesquisa aponta que, diante desse cenário, as universidades e comunidades acadêmicas precisam intensificar o suporte psicológico e investir em estratégias que promovam o bem-estar dos alunos, reduzindo os riscos e garantindo um ambiente mais saudável para aprendizagem.
(Fonte: ancora1.com)
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