RJ foi o 2º maior gerador de empregos do Sudeste em julho, segundo Novo Caged

Estado totalizou mais de 66 mil postos de trabalho com carteira assinada criados nos primeiros sete meses do ano
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Freepik)
(Foto: Freepik)

O Rio de Janeiro foi o segundo estado brasileiro que mais empregou na Região Sudeste, em julho, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na tarde de quarta-feira, 27, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com 6.119 novos postos de trabalho celetistas preenchidos no mês, o Estado do Rio chegou a 66.803 empregos com carteira assinada criados nos sete primeiros meses deste ano.

“O Rio de Janeiro vive um momento de confiança renovada em sua economia, fruto de investimentos que chegam a diferentes regiões do estado e de políticas públicas que incentivam e fortalecem quem produz e gera renda. Cada novo emprego significa mais dignidade para as famílias e novas oportunidades para os nossos trabalhadores”, comentou o governador Cláudio Castro.

Todos os cinco setores de atividade econômica analisados pelo MTE tiveram saldos positivos, mas o Comércio se destacou, gerando 2.404 empregos, seguido pela Indústria, que criou 1.558 postos de trabalho. O setor de Serviços foi responsável pela geração de 1.444 empregos, a Construção, por 675 e a Agropecuária por 38. Entre os municípios que mais criaram postos de trabalho em julho estão Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com 2.059; Angra dos Reis, na Costa Verde; com 654, Macaé, na Baixada Litorânea, com 514; a capital, que gerou 480 postos de trabalho formal, e São Gonçalo, no leste do estado, com 344.

“A Secretaria estadual de Trabalho e Renda tem se empenhado para ampliar a empregabilidade no estado e nossas ações para qualificação profissional e intermediação de mão de obra estão gerando resultados concretos para a população. Atuamos para aproximar empresas e trabalhadores, fortalecendo as oportunidades em diversificados setores da economia”, ressaltou o secretário Felipinho Ravis.

De acordo com o Novo Caged, as mulheres ocuparam 21,0% dos empregos gerados, enquanto os homens ficaram com 79,0%. Por idade, o maior saldo de vagas foi preenchido por jovens entre 18 e 24 anos (7.120). Por grau de instrução, a maioria dos postos foi ocupada por pessoas que possuem o Ensino Médio completo (6.941).

Ranking do emprego no Brasil 

O Novo Caged também divulgou que o Brasil acumulou, nos sete primeiros meses de 2025, mais de 1,34 milhão de novos empregos com carteira assinada. Apenas em julho foram gerados 129.775 postos de trabalho formais e, com isso, o país chegou a 1.347.807 novos vínculos no ano. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo é de 1,5 milhão.  

O sétimo mês de 2025 apresentou variação positiva nos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas avaliados: Serviços, Comércio, Indústria, Construção e Agropecuária. O saldo foi positivo em 25 das 27 unidades da federação. Com os indicadores de julho, o total de vínculos empregatícios formais ativos no país, número conhecido como estoque, chegou a 48,5 milhões, um número recorde na série histórica.

  • Setores – Entre os grandes grupos econômicos, o maior gerador de postos no acumulado do ano é o setor de Serviços, com 688 mil postos entre janeiro e julho. Em seguida aparecem Indústria (253.422), Construção (177.341), Comércio (119.291) e Agropecuária (109.237). No recorte de julho, o setor de Serviços lidera, com 50.159 novos postos, seguido por Comércio (27.325), Indústria (24.426), Construção (19.066) e Agropecuária (8.795).
     
  • Por estados – São Paulo registra o maior saldo de novas vagas no acumulado do ano, com 390 mil postos. Em seguida aparecem Minas Gerais (152.005) e Paraná (102.309). Levando-se em conta apenas o mês de julho, São Paulo (42.798), Mato Grosso (9.540) e Bahia (9.436) foram os três estados com maior saldo. Com base na variação relativa, que observa o tamanho proporcional dos mercados de trabalho de cada estado, os destaques de julho foram Mato Grosso (+0,97%), Piauí (+0,80%) e Amapá (+0,79%).
     
  • Homens, mulheres e salário – Em julho, a geração de empregos foi maior entre homens (72.974) do que entre mulheres (56.801). Entretanto, elas apresentaram maior número de contratos nos setores de Serviços (28.160 mulheres e 21.999 homens) e do Comércio (15.365 mulheres e 11.960 homens). O salário médio real de admissão em julho foi de R$ 2.277,51.
     
  • Idade, nível de instrução e raça – No recorte por faixas etárias, os saldos mais positivos foram verificados entre jovens de 18 a 24 anos (94.965) e entre adolescentes de até 17 anos (26.374). Pessoas com nível médio completo (102.417) e nível médio incompleto (18.700) lideram no recorte por nível de instrução. Já na análise por raça, os pardos foram os que mais vagas ocuparam em julho (108.429), seguidos de pretos (21.889), brancos (18.889) e indígenas (294). No que se refere à Pessoas com Deficiência (PcDs), o saldo também foi positivo: 774 novos postos de trabalho. 

(Com informações do Governo do Estado RJ e Secretaria de Comunicação da Presidência da República)

 

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