As bruxas mais famosas e as histórias que inspiram livros e filmes

Termo vem do italiano “bruciare”, que quer dizer “queimar”. E se deve ao fato de que, durante a Inquisição, elas eram queimadas vivas
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
por Jornal A Voz da Serra
As bruxas mais famosas e as histórias que inspiram livros e filmes

Por serem mulheres ávidas por conhecimento, por desvendar o desconhecido, desafiadoras das convenções impostas pela sociedade, as bruxas foram perseguidas pela Inquisição e queimadas vivas nas fogueiras, sempre diante de uma multidão sedenta de sangue. Nobres e plebeus acreditavam que desta forma estavam exterminando um mal. 

Mas, na verdade, segundo historiadores, essa prática não passou de uma ditadura da Igreja contra outras crenças e principalmente contra o acesso do povo, em geral, das mulheres em particular, ao conhecimento. Mais de cinco séculos depois, de certa forma elas ainda são punidas. As bruxas ainda são mantidas à margem, discriminadas. Mas, elas estão por aí, vivendo discretamente, entre os seus.

Voltando às bruxas da Idade Média, elas foram guerreiras e resistiram bravamente, defendendo suas crenças e seu modo de vida. Mantiveram sua fé e ganharam popularidade por isso. Resumimos a seguir algumas histórias de bruxas famosas:

A Tibuca de Salém

O caso das bruxas de Salém comprova o mal que a fofoca faz. Em 1692, em Massachusetts (USA), na pequena cidade de Salém, uma escrava negra, conhecida como Tibuca, resolveu compartilhar com outras mulheres tradições ancestrais do seu povo. Ela poderia ser considerada uma bruxa, pois conhecia feitiços, poções e segredos. Na África Ocidental, onde nasceu, seguia a religião vudu, conhecida como “voodoo”.

Ao compartilhar um dos seus costumes, algumas pessoas passaram a relatar pesadelos e insônia, o que levou um grupo de pessoas a chamar um médico, que decretou: elas estavam “embruxadas”.

O juiz Samuel Sewall condenou e Cotton Mather executou a escrava e as mulheres consideradas “embruxadas”. A caça às bruxas continuou por pelo menos mais um ano, que resultou na prisão de cerca de 150 pessoas. Essa história inspirou o filme As bruxas de Salém.

A Madame Blavatsky

Fundadora da teosofia, linha de conhecimento precursora de muitas religiões modernas, Madame Blavatsky é uma figura única na história mundial, estudada por interessados em conhecer mulheres poderosas. Sua história é recheada de mistério e de contato com seres sobrenaturais. 

Escritora russa, viajada, polêmica e boa de briga, Helena Blavatsky fundou a Sociedade Espírita no Egito e nos Estados Unidos, além de ser co-fundadora da Sociedade Teosófica, com um amigo que era o seu braço-direito e admirador. Foi uma bruxa contemporânea do nosso tempo.

Recebia e psicografava textos secretos completos, aos quais apenas o Vaticano tinha acesso. Conversava com espíritos e fazia rituais polêmicos, em sua casa, com seu grupo de amigos. Quando se cansava, largava tudo e depois de um tempo, voltava.

Blavatsky bebia, fumava e não tinha o padrão zen comum dos espíritas. Poderosa, é influência importante para qualquer estudante ou pesquisador até hoje. Deixou como legado vários livros publicados

A paulista Mima Renard

São Paulo também teve sua bruxa. Em 1692, data próxima ao do caso das bruxas de Salém, Mima Renard – paulista nascida na França, teve um destino trágico por conta de fofocas e inveja.

Admirada e invejada por sua beleza, Mima era casada com o francês René Renard, que foi assassinado por um admirador enciumado de sua esposa. Mas, o tal admirador era casado e nada fez para ajudá-la, quando enviuvou. Sozinha e empobrecida, Mima passou a se prostituir para sobreviver.

A prostituição selou seu destino. Além de bruxa, virou prostituta e passou a ser odiada pelas mulheres da sociedade paulistana. A gota d’água para sua condenação foi o assassinato de um dos seus clientes, de novo. Denunciada pelas esposas dos envolvidos no escândalo, Mima foi condenada pelo pároco local e queimada viva na então Vila de São Paulo, em 1692.

Bruxas e magia no cinema

Outras que ficaram famosas e foram retratadas em filmes são as bruxas de Évora, além de Alice Kyteler, Elly Kedward e Joana D’Arc. Há ainda as figuras clássicas como a bruxa da Branca de Neve, a Cuca do Sítio do Picapau Amarelo, a Bruxa Má do Oeste, em O Mágico de Oz, e a Bruxa de Blair. 

Já a saga Harry Potter, que mergulha na magia, não personifica a bruxa somente como algo ruim – mas mostrando o outro lado da moeda que quase ninguém vê. Nela, o pequeno Harry perde os pais e segue sua rotina em uma escola preparatória de bruxos, na qual aprende o poder da magia e como deve usar os ensinamentos para o bem e os riscos de serem usados para o mal.

Bruxas do amor

Quem nunca quis ser uma bruxa? Essa “condição” ainda envolve muitos mistérios e falsas interpretações. Nem todas elas são malvadas e há bruxas dedicadas a variadas atividades, como as bruxas do amor. O que exatamente é ser essa mulher determinada, que possui grande conhecimento sobre a natureza? E o que ela pode fazer por você?

Significados

A palavra “bruxa” vem do italiano “bruciare”, que quer dizer “queimar”. E se deve ao fato que, durante a Inquisição, as bruxas eram queimadas vivas. Portanto, os estrangeiros que viam os italianos gritando: “Brucia! Brucia!” (Queima! Queima!) começaram a chamar essas mulheres de bruxas.

Mas isso ainda não nos diz o que é, exatamente, ser uma bruxa. Para muitos, a palavra bruxa invoca uma mulher velha e nariguda fazendo poções do mal. Ou sentada numa vassoura – também velha. Ou gargalhando de madrugada. Enfim, as imagens de bruxa costumam ser pejorativas e voltadas para o mal alheio. Esse foi o estereótipo deixado pela Inquisição: de que as bruxas eram pessoas más e perigosas, que deveriam ser evitadas pelas pessoas do bem.

No entanto, ser uma das bruxas do amor, em uma visão mais holística de mundo, é ser detentora de sabedoria e de conhecimento milenar, como o manejo das ervas, a influência da Lua e dos astros, as verdades quânticas da existência. Ser quiser ser uma delas, tem que se dedicar e estudar!

Religiões mais modernas como a Wicca, criada por Gerald Gardner, buscam resgatar os valores da chamada Antiga Religião, como: culto à natureza, respeito aos ciclos da terra e do corpo humano, liberdade, respeito ao bem-estar alheio. Na medida em que esses altos valores são cultivados, a pessoa adquire um poder próprio e passa a ser dono da própria vida, fazendo “magia” no cotidiano.

Tudo sobre elas

Ainda assim, as mais populares certamente são as bruxas do amor. Ser uma delas, basicamente, é se especializar nos assuntos do coração para ajudar as pessoas que desejam encontrar um parceiro compatível com a sua natureza. Desse modo, essas bruxas se “especializam” em determinados ritos e simpatias para atrair a pessoa amada.

Por cuidarem dos assuntos do coração, essas bruxas cultivam a sua beleza e o seu bem-estar, pois sabem que um jardim bem cuidado é um jardim onde sempre pousam as borboletas.

Qualquer mulher que pretenda conhecer a sabedoria das ervas, do próprio corpo, da natureza e da mente humana pode se tornar uma bruxa do amor. Ao se tornar essa bruxa, ela pode ajudar a si mesma e a outras companheiras que precisem de ajuda.

Quer começar a ser uma bruxa do amor? Então se prepare para conhecer e por em prática algumas simpatias misteriosas e poderosas que separamos para você! 

Para ter harmonia na vida sentimental

Na noite do dia 31, coloque uma pedra de cor azul dentro de um vidro com água e algumas gotas de perfume. Tampe o vidro e deixe-o durante a noite toda no sereno. No dia seguinte, retire a pedra e coloque dentro de um saquinho de tecido vermelho e costure-o com linha também vermelha. Carregue o saquinho com você, segure-o mentalizando imagens de alegria e harmonia em sua vida sentimental. Vermelho é a cor do amor.

Para ter amor correspondido

Também nessa noite, despetale uma rosa vermelha e escreva em cada pétala, com um espinho de rosa, o nome da pessoa amada. Em seguida, atire as pétalas em água corrente e espere o resultado. Este ritual pode ser realizado tanto pelas pessoas que já têm um relacionamento amoroso, ou ainda não.

Para aproximação amorosa

Corte uma maçã ao meio e reserve as sementes. Em seguida, passe bastante mel numa das metades da maçã. Escreva o nome da pessoa amada, a data de seu nascimento e seu signo num papel cor-de-rosa.

Escreva no mesmo papel o seu nome, a data de seu nascimento e o seu signo. Junte as duas metades da maçã com o papel no meio, espete sete palitos na fruta e enterre tudo sob uma roseira, de preferência cor-de-rosa.

Ao entrar novamente em casa, guarde as sementes da maçã num saquinho cor-de-rosa, com vários pedacinhos de canela em pau. Mantenha esse saquinho dentro de seu guarda-roupa.

 

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