Adivinha...

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quarta-feira, 01 de julho de 2020

Para pensar:
"Só quer ser importante quem se crê sem valor."
Eric Rolf

Para refletir:
“Deixem que o futuro diga a verdade e avalie cada um de acordo com o seu trabalho e realizações. O presente pertence a eles, mas o futuro pelo qual eu sempre trabalhei pertence a mim."
Nikola Tesla

Adivinha...

Conforme dissemos em nossa edição de ontem, 30 de junho, o colunista esteve nas dependências da Câmara Municipal na tarde de segunda-feira, 29, para apurar questões relacionadas à apreciação das contas da prefeitura relativas ao exercício de 2018, e todo o esforço que vem sendo levado adiante pelo Palácio Barão de Nova Friburgo para se colocar na condição de vítima, sem em momento algum rebater os argumentos técnicos que fundamentam os pareceres de Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) e Ministério Público Especial, ambos contrários à aprovação.

Medo de quê?

Pois bem, numa das muitas conversas que sempre acontecem nesse tipo de ambiente, um personagem próximo ao Executivo deixou escapar que havia a possibilidade do Palácio Barão de Nova Friburgo tentar impedir a votação por vias judiciais, assumindo mais uma vez a própria incapacidade de apresentar fatos novos que fossem capazes de alterar a interpretação coletiva em relação aos procedimentos adotados pela gestão municipal há dois anos.

Dito e feito.

Jurisdição

Veja o leitor que um escritório particular, com procuração em nome do prefeito Renato Bravo, acionou juíza de plantão no Fórum do Rio de Janeiro, onde o contexto de tudo o que se passa por aqui é naturalmente desconhecido.

A fim de justificar a saída do que teria sido o juízo natural para esse tipo de procedimento, o Estado do Rio de Janeiro também foi listado como réu.

A matéria, contudo, já foi transferida para a 2ª Vara Cível de Nova Friburgo.

É o que tem

Em essência, foram apresentados os mesmos argumentos formais que o Executivo tem repetido sistematicamente.

Foram prestadas informações sobre fato pretérito, uma vez que tanto o decreto legislativo quanto o parecer aos quais se refere a defesa do prefeito já são nulos, e todo mundo sabe disso.

Da mesma forma, a alegação de que não haveria relator designado não condiz com a realidade, e todo mundo também sabe disso.

Como fica

De qualquer modo, o fato é que o governo conseguiu mais uma vez adiar a apreciação das contas, desempenhando o papel que lhe é típico e pelo qual será lembrado nos registros da história friburguense.

A Câmara evidentemente já prepara seu recurso, e a tendência é de que a pauta seja destrancada já para a semana que vem, uma vez que os impedimentos à votação deixam de ser de natureza interna.

Pequenez

Em momentos como este, contudo, mais importante do que se distrair com tecnicismos é buscar um olhar distanciado e focado nos aspectos essenciais do que está se passando.

E, quando agimos dessa forma, a perspectiva não deixa dúvidas quanto ao papel minúsculo que vem sendo desempenhado pelo Governo Municipal.

E tem sido assim desde o processo de transição.

Medicamentos

A coluna tem sido procurada por fontes confiáveis pedindo apoio na cobrança por melhores condições de abastecimento de medicamentos em Nova Friburgo.

O colunista cuidou para que algumas denúncias chegassem às mãos de quem pode prestar esclarecimentos, e aguarda por informações que possam ser divididas com a população a esse respeito.

Aspas

“Nova Friburgo está atravessando sérios problemas de abastecimento de medicamentos. Vemos nos jornais as denúncias sobre a falta de medicamentos no Raul Sertã, mas os medicamentos básicos para controle da pressão (Losartana), Hidralazina, Propranolol, Espironolactona/ para controle de convulsões (Fenitoína)/ para osteoporose (carbonato de cálcio), e vários outros que fazem parte da Remune (lista de medicamentos essenciais do município) estão em falta há muito tempo. Se a atenção básica municipal é negligenciada temos mais pessoas procurando os hospitais por problemas de pressão, descontrole de glicemia… E em tempos de pandemia, nos quais já temos um aumento nas internações, isto é muito perigoso.”

Segue

“Papel toalha está faltando há séculos nos postos de saúde, não está faltando apenas nos hospitais… Os funcionários tem que fazer ‘vaquinhas’ para comprar. Outro problema é a limpeza. Tem posto de saúde da cidade que não vê uma limpeza das áreas externas há meses… A desinfecção das áreas, com cloro ou outro desinfetante, não é realizada de maneira adequada ao final de cada dia de atendimento…”

Contexto

Inicialmente, a coluna foi informada a respeito de problemas contextuais, que reproduz abaixo.

“Cabe dizer que foram solicitados pelo almoxarifado central da SMS em abril de 2020 medicamentos sedativos. Porém, devido à pandemia as empresas estão com dificuldade de realizar a entrega por motivo de falta de matéria-prima que muitas vezes é importada, aumento do dólar e principalmente do alto consumo destes medicamentos no Brasil inteiro e em nível mundial. Consoante informado pela Coordenação de Farmácia foi solicitado cancelamento de itens e/ou realinhamento de preço, tais como Stevia, Medicom e Jac Med entre outras. Foi solicitado novamente outra Sad com estes medicamentos em junho de 2020, enviado empenho em 29/06/2020 aguardando a entrega, porém somos sabedores da dificuldade conforme acima relatado.”

Denúncia

Paralelamente, cabe registrar que os vereadores Johnny Maycon e Marcinho Alves protocolaram representação junto ao Ministério Público justamente detalhando a situação encontrada em recentes visitas fiscalizatórias ao Hospital Raul Sertã, mais especificamente tratando da escassez de determinados medicamentos para sedação.

Espaço aberto

A coluna possui uma relação de confiança com vários servidores da Secretaria Municipal de Saúde, e deixa o espaço aberto para qualquer esclarecimento a respeito da situação, e do que está sendo feito no sentido de assegurar o abastecimento da rede.

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