Polícia investiga abandono de cão preso dentro de saco preto em Stucky

Animal morreu depois de ser salvo; ele também tinha pelo menos cinco perfurações pequenas espalhadas pelo corpo
quarta-feira, 06 de julho de 2022
por Jornal A Voz da Serra
O Stucky (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)
O Stucky (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)

A 151ª DP investiga mais um caso de maus-tratos a animais em Nova Friburgo. Um cão de pequeno porte morreu depois de ser abandonado preso dentro de um saco preto amarrado, às margens da RJ- 142, no bairro Stucky, distrito de Mury.

 Segundo o portal de notícias G1, o animal foi encontrado, ainda com vida, por volta das 8h de sábado passado, 2, pelo dono de uma casa de rações próxima ao local. O comerciante, Yang Ouverney, de 29 anos, postou um vídeo nas redes sociais, causando comoção.

Segundo Yang contou ao  G1,  um vizinho tinha passado mais cedo pelo local e ouviu o choro do cachorro, mas não o encontrou. Ele disse que então procurou por cerca de meia hora, quando achou o animal dentro de saco embaixo de uma moita de capim.

Yang levou o cachorro para casa, deu remédios, mas, cerca de duas horas depois do resgate, o animal acabou morrendo. "Acho que ele ficou muito tempo dentro do saco, sem oxigênio, e isso pode ter contribuído para ele não resistir", lamentou ele ao G1.

Ainda segundo o comerciante, o cachorro tinha pelo menos cinco perfurações pequenas espalhadas pelo corpo.

No mesmo dia em que o cão foi resgatado, no fim da manhã, Yang viu um homem nu andando às margens da estrada. Ele chegou a abordá-lo e pediu para que se vestisse.

A subsecretária do Bem-Estar Animal (Ssubea), Elisangela Rodrigues, informou ao G1 que não foi acionada sobre o caso, mas destacou que o crime prevê reclusão de dois a cinco anos, além de multa. Em caso de morte, a pena pode triplicar. 

 A Ssubea informou ainda que as denúncias de maus-tratos podem ser feitas presencialmente no Protocolo da Prefeitura,  na sede da Ssubea ou através do e-mail ssubea021@gmail.com ou do WhatsApp da Ouvidoria, 22 2525-9244.

Para que a denúncia possa ser averiguada, o endereço deve estar correto, ter um ponto de referência e, se possível, uma foto do local, além do telefone ou WhatsApp do denunciante. A identidade do autor da denúncia permanecerá em sigilo.

A Polícia Civil informou que está buscando imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar quem cometeu o crime.

 

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TAGS: PET | crime