Imperatriz foi punida por não cumprir regra

Carros estacionados prejudicaram passagem de alegorias
terça-feira, 17 de maio de 2022
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Secom/PMNF)
(Foto: Secom/PMNF)

O transporte dos carros alegóricos para a Avenida Alberto Braune,   sempre foi problemático para as escolas de samba. Diferente do Rio, onde as alegorias são confeccionadas nos barracões da Cidade do Samba, próximo ao Sambódromo, em Nova Friburgo, os barracões das escolas ficam longe do local do desfile e com diversos obstáculos pelo caminho. Neste ano, a Imperatriz de Olaria foi a única que perdeu pontos (0,3)  por, de acordo com a Liga Independente das Escolas de Samba e Blocos de Enredo (Liesbenf), não respeitar o artigo 9 do regulamento do desfile, deixando de cumprir as linhas A, B e C, que penalizam as agremiações que “A – Deixar de cumprir os horários previamente estabelecidos; B – Mesmo cumprindo os horários, prejudicar outras agremiações; C – Não dispuser suas alegorias nas áreas previamente estabelecidas.”

Além disso, a Imperatriz também perdeu 1,6 ponto por ter excedido em oito minutos o tempo permitido de desfile. A agremiação entrou na Avenida com menos um carro alegórico, que ficou parado na Rua Gustavo Lira, em Olaria. Em nota, a escola informou que o carro avariado estava acima do limite de 4,5 metro e também quebrou a caixa de direção.”

A escola informou que começou a retirar os carros alegóricos do barracão à meia-noite de sexta-feira, 13. A operação levou o dia inteiro. E, quem passou pela avenida Conselheiro Julius Arp, no dia do desfile, por volta das 19h, presenciou o desespero de membros da escola, buscando os donos dos carros que estavam estacionados, impedindo a passagem das alegorias, próximo ao Espaço Arp.

Em relação à dificuldade em chegar à Avenida Alberto Braune com os demais carros alegóricos, a Imperatriz informou que “foram feitas reuniões na Liga, entrega de ofícios às secretarias de Mobilidade Urbana e Turismo explicando, sobre horários e logística dos carros. Avisamos mais de uma vez, na manhã de sábado, logo que identificamos os carros estacionados próximo ao Paissandu, que não conseguiríamos passar com as agremiações mais largas. Não identificamos nenhuma campanha e/ou equipe da prefeitura nos ofertando apoio para minimizar tal fato. Dessa forma, solicitamos o reboque da prefeitura, o que não foi feito. Os membros da diretoria e da bateria da escola tiveram que organizar e solucionar o problema do trânsito e da retirada dos veículos estacionados ao longo do trajeto. Ou seja, assumimos, sem poder, uma atribuição que não era de nosso conhecimento técnico, o que atrasou demais todo o processo, tentando pensar em outros meios e estratégias para saída dos pontos críticos.”

A Liesbenf informou, em nota, que estava ciente dos problemas enfrentados pela Imperatriz e demais escolas para deslocarem suas alegorias até a concentração dos desfiles. A nota informou ainda “que todas as vezes em que foi solicitada ajuda, a Liga entrou em contato com a prefeitura. A Smomu (mobilidade urbana) respondia imediatamente, explicando que suas viaturas estavam em apoio a todas as escolas de samba.”

Em nota, a prefeitura informou que “o planejamento previa que os veículos da Imperatriz deixassem o barracão à meia noite de sábado, em direção ao Centro. O objetivo desse cronograma era disponibilizar uma equipe de agentes para apoio no trajeto e minimizar o impacto do deslocamento no trânsito da cidade. Contudo, verificou-se que os carros alegóricos da Imperatriz saíram por volta das 9h. Este atraso comprometeu a assistência disponibilizada pela pasta à agremiação, já que neste momento do dia, os agentes da Smomu se desdobravam para atuar em outros pontos da cidade.”

 

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