Algumas curiosidades das eleições de 15 de novembro próximo

Geração Z, protagonismo das redes sociais, mandato coletivo e fim de coligações para vereadores estão entre os destaques
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
Algumas curiosidades das eleições de 15 de novembro próximo

As eleições diretas no Brasil acontecem desde 1985. De dois em dois anos, os brasileiros vão às urnas para escolher seus representantes e a cada eleição há sempre novidades. Traço de um processo evolutivo e modernização constante do pleito eleitoral, como o up-grade das urnas de papel para as eletrônicas. No próximo 15 de novembro quando iremos às urnas escolher o prefeito, vice-prefeito e vereadores não será diferente.

Em Nova Friburgo, candidatos cada vez mais jovens começam a se destacar nesta campanha. É a chamada Geração Z, mas há também a velha guarda que traz a experiência de vida como principal trunfo para representar milhares de pessoas. Será a primeira eleição em que vereadores não poderão concorrer por coligação. É também para vereador que surge uma das principais novidades das candidaturas friburguenses: um mandato coletivo. As redes sociais serão o palco principal dos debates e propagandas diante de um cenário de pandemia. Veja as principais curiosidades dessas eleições municipais em Nova Friburgo.

Geração Z x veteranos

A Geração Z é a definição sociológica para a geração de pessoas nascidas, em média, entre a segunda metade dos anos 1990 até o início da década de 2010. É a geração que corresponde à idealização e nascimento da internet, em 1990, e cresceu com o "boom" tecnológico. A grande nuance dessa geração é “zapear”, tendo várias opções, entre canais de televisão, internet, vídeo game e smartphones.

Nas eleições deste ano o candidato mais jovem em Nova Friburgo tem 18 anos e puxa a fila desta geração dos postulantes ao cargo de vereador. Em contrapartida, a candidata mais velha tem 83 anos de idade.

Fim das coligações para vereadores

Nas eleições municipais deste ano, pela primeira vez, candidatos ao cargo de vereador não poderão concorrer por meio de coligações. O fim das coligações na eleição proporcional foi aprovado pelo Congresso Nacional por meio da reforma eleitoral de 2017. Com isso, o candidato a uma cadeira na Câmara Municipal somente poderá participar do pleito em chapa única pelo partido ao qual é filiado. Na eleição proporcional, é o partido que recebe as vagas e não o candidato. No caso, o eleitor escolhe um dos concorrentes apresentado por um partido.

Mandato coletivo

O mandato compartilhado é aquele em que o representante se compromete a dividir o poder com um grupo de cidadãos. Enquanto em um mandato tradicional o legislador tem a liberdade de votar de acordo com seus interesses e consciência, no mandato coletivo o legislador consulta as pessoas antes de definir seu posicionamento frente a matérias legislativas. Assim, a vontade das pessoas determina o posicionamento e voto do legislador.

O Para Todos é a primeira – e nestas eleições, a única – candidatura coletiva a disputar uma vaga no legislativo friburguense. Quatro candidatos que valem por um. Se eleita, a chapa estará sujeita aos mesmos direitos das candidaturas solo: um lugar no plenário, um gabinete, um salário e três assessores. Caso o titular da chapa tenha seu mandato cassado, por exemplo, a chapa inteira perde o direito ao lugar na Câmara e assume o (a) respectivo (a) suplente.

Redes sociais x pandemia

As eleições de 2018 foram um marco no país. Há dois anos as redes sociais se consolidaram como importante meio para divulgação das candidaturas, debates, propostas e mostraram que o tempo de TV, proporcional ao número de cadeiras de cada partido no Congresso, perdeu peso diante da imensidão alcançada no âmbito virtual.

Um terreno ainda sem muitas regras que tem sido explorado constantemente e por isso, ganhou atenção da Justiça Eleitoral. Para 2020, o que já seria natural, visto que uma campanha virtual é menos onerosa do que uma campanha presencial e midiática, se tornou praticamente obrigatória, por conta da pandemia.

Este ano a novidade é que, maciçamente, as campanhas terão que se adaptar às redes sociais e o candidato que não souber ou não tiver o costume de utilizar essas ferramentas, vai sair na desvantagem. Os gastos e os alcances com publicações pagas estão recebendo a devida atenção do Poder Judiciário.

Questões como o disparo em massa de mensagens de apoio político ou de ataque a adversários em aplicativos de mensagem, principalmente no WhatsApp, que permitam a disseminação de fake news e desinformação, estão sendo monitoradas, investigadas e já coibidas.

Por isso, a regulamentação da campanha eleitoral na internet sofreu algumas mudanças de 2018 para as eleições de 2020. Apesar de não serem tantas as alterações, elas são importantes, principalmente no combate a notícias falsas.

 

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TAGS: eleições