Susto na bomba: gasolina sobe 20 centavos no mesmo dia em Friburgo

Posto da Praça já cobra R$ 5,84 pelo litro do combustível; às 10h da manhã, valor era R$ 5,64
terça-feira, 02 de março de 2021
por Jornal A Voz da Serra
O preço da gasolina comum no painel de led: dois valores no mesmo dia (Foto: Adriana Oliveira)
O preço da gasolina comum no painel de led: dois valores no mesmo dia (Foto: Adriana Oliveira)

Bastou a Petrobras anunciar, nesta segunda-feira, 1º, mais um aumento nos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha vendidos nas refinarias - o quinto reajuste do ano - para os preços dispararem nas bombas de Nova Friburgo. Nesta terça-feira, 2, em apenas cinco horas, o preço do litro da gasolina comum subiu 20 centavos em um posto da Praça Getúlio Vargas: custava R$ 5,64 às 10h e, às 15h, já custava R$ 5,84.

O aumento para o consumidor, apenas no caso desse posto, foi de 3,55%. Na refinaria, a gasolina ficou 4,8% mais cara, ou seja, R$ 0,12 o litro. Com isso, o combustível está sendo vendido às distribuidoras por R$ 2,60 por litro.

O óleo diesel teve um aumento de 5%: R$ 0,13 o litro. Com o reajuste, o preço para as distribuidoras passa a ser de R$ 2,71 por litro. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de botijão ou gás de cozinha, ficou 5,2% mais caro. O preço para as distribuidoras é  de R$ 3,05 por quilo (R$ 0,15 mais caro), ou seja, R$ 36,69 por 13 quilos (ou R$ 1,90 mais caro). Hoje o botijão é vendido em Nova Friburgo por R$ 92 em média (entrega em domicílio). 

Segundo a Petrobras, seus preços são baseados no valor do produto no mercado internacional e na taxa de câmbio. “Importante ressaltar também que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, destaca nota divulgada pela empresa.

A Petrobras já anunciou a alta dos preços de combustíveis cinco vezes em 2021. A última tinha sido em 18 de fevereiro, pouco antes da troca de comando ser anunciada pelo presidente Bolsonaro. Nas ocasiões, a estatal sempre frisou que o percentual do aumento revertido para o bolso do consumidor não depende da Petrobras.

A empresa diz ter “influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais”. E acrescenta que “o preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras“. Com o novo reajuste, o preço da gasolina acumula uma alta de 41,5% em 2021 quando comparado ao último valor de 2020. Já o diesel subiu 34,1% neste ano. Considerando o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de janeiro e fevereiro, os combustíveis acumulam uma inflação de 4,13% em 2021. Somente em fevereiro, houve uma alta de 3,34% no valor pago pelo consumidor final.

Na época, A VOZ DA SERRA percorreu alguns postos de Nova Friburgo e constatou que o litro do combustível subiu para R$ 5,59 a R$ 5,78, em média. Os preços praticados nas refinarias da Petrobras são reajustados de acordo com a taxa de câmbio e a variação do preço internacional do petróleo, negociado em dólar. Em 18 de janeiro, a estatal anunciou um aumento médio de R$ 0,15 para a gasolina e manteve o preço do diesel. No dia 26 do mesmo mês, um novo reajuste elevou o preço nas refinarias em R$ 0,10 para a gasolina e em R$ 0,09 para o diesel. Já em 8 de fevereiro, foi anunciado um aumento de R$ 0,17 para a gasolina e de R$ 0,13 para o diesel.

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