Pais fazem manifestação em apoio ao retorno às aulas presenciais

Movimento aconteceu no sábado, 1º de maio, na Praça do Suspiro, com balões de gás, que simbolizavam as crianças que estão fora das salas de aula
segunda-feira, 03 de maio de 2021
por Jornal A Voz da Serra
(Fotos: Leitor)
(Fotos: Leitor)

O Movimento Volta às Aulas NF fez uma manifestação silenciosa na manhã deste sábado, 1º de maio, em apoio ao Decreto Municipal 982, de 29 de abril de 2021, que autoriza o retorno às aulas presenciais, com as medidas de distanciamento e de protocolos de segurança sanitária, exceto na bandeira Roxa do Estado do Rio de Janeiro. O Movimento também reivindica o retorno presencial para todas as escolas, públicas e particulares. “A mesma ciência que criou as vacinas já provou que o lugar mais seguro para as crianças é a escola, durante a pandemia. Os prejuízos sociais, emocionais e pedagógicos são muito maiores que o risco mínimo de transmissibilidade entre crianças e de cria nças para adultos”, explica Hilarion Hoffmeister Vasques, membro do Movimento Volta às Aulas NF. 

A Praça do Suspiro foi coberta por balões de gás coloridos, que representavam as crianças, que estão há mais de um ano e um mês fora das salas de aula, devido às medidas de isolamento social impostas pela pandemia da Covid-19. O distanciamento entre os balões foi o mesmo determinado para as carteiras nas salas de aula. Havia também faixas com declarações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas pra a Infância (Unicef), apoiando o retorno às aulas presenciais. “ Estudos feitos no Brasil e em diversos  países demonstram que,  mesmo com as novas cepas, o retorno às aulas presenciais não impactou no aumento de casos de Covid-19”, esclarece Hilarion.
               

O Decreto Municipal 982 foi publicado na noite de quinta-feira, dia 29 de abril. E, na sexta, dia 30, saiu o Mapa de Risco do Estado, classificando Nova Friburgo com risco muito alto de contágio (Bandeira Roxa), para a próxima semana,  a única que impede o retorno às aulas presenciais. “O Decreto Municipal autorizando o retorno às aulas nas bandeiras vermelha, laranja, amarela e verde do mapa de risco do Estado do Rio foi uma grande conquista dos pais que lutam pelo direito constitucional à educação  das crianças”, comemora Amanda Calixto, mebra do Movimento Volta às Aulas NF, completando que “nosso desejo é não ver uma criança sequer fora das salas”.


Sindicatos são contrários ao retorno das aulas presenciais


O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE) e Sindicato dos Professores do município de Nova Friburgo (SiNPRO) se manifestaram contrários ao Decreto que autoriza o retorno das aulas presenciais em suas redes sociais. “Por óbvio, trata-se, portanto, de um retorno inseguro, açodado, irresponsável e desconexo da realidade que vivemos, onde a crise da saúde pública soma-se a falta de estruturas de transporte e nas escolas, especialmente na rede municipal, e ganha contornos dramáticos diante da ineficiência do poder público em implementar a devida testagem em massa e a vacinação. A própria PMNF e a Secretaria Municipal de Educação afirmam inclusive, sem o devido constrangimento, que estão sucumbindo à insistência de agentes do Ministério Público e da Defensoria local que, ao que parece, tomaram o lugar do Prefeito com permissão do próprio, o qual, covardemente, assume para si o retorno inconsequente e potencialmente fatal, mas não assume a responsabilidade de gestão que lhe foi delegada na última eleição por mais de vinte mil friburguenses. SEPE e SINPRO de Nova Friburgo seguirão tomando todas as medidas cabíveis e possíveis contra mais esse absurdo imposto pelo poder Executivo, independente de quem esteja no comando efetivo deste. Repudiamos essa política de violência à saúde pública e as manobras espúrias de Johnny Maycon (Republicanos) que manipula o bandeiramento estadual em favor de seu próprio negacionismo, deturpando os critérios (já não muito eficientes) do governo do estado para atender aqueles que parecem ser seus superiores, a saber, setores das elites econômicas locais e seus comparsas de uma certa casta no funcionalismo público.”

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