Gasolina no Estado do Rio já é a mais cara do país

Em Nova Friburgo, litro do combustível custa, em média R$ 6,68
quinta-feira, 19 de agosto de 2021
por Thiago Lima (thiago@avozdaserra.com.br)
Abastecimento em posto de Friburgo (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)
Abastecimento em posto de Friburgo (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)

Na primeira quinzena deste mês, o preço médio da gasolina no estado do Rio de Janeiro ultrapassou o valor registrado no Acre, estado que possui maior dificuldade de logística para receber combustíveis. O valor da gasolina no estado do Rio manteve-se em R$ 6,458 por litro. A informação foi levantada pelo Índice de Preços Ticket Log (IPTL), via Estadão. Nesta semana, os motoristas foram surpreendidos com mais um aumento da gasolina em Nova Friburgo. O valor do combustível vem disparando: em postos do Centro, a gasolina comum que antes custava R$ 6,49, o litro, agora está em R$ 6,55; em outro, de R$ 6,58, o valor foi R$ 6,68. O litro da gasolina aditivada subiu de R$ 6,68 para R$ 6,78. Em alguns postos, o preço até a tarde de ontem, 19, ainda não havia subido e estava custando R$ 6,25. O jeito, então, é pesquisar. 

Esta foi a primeira vez no ano que o IPTL registra o valor médio da gasolina mais alto em algum estado brasileiro além do Acre. Este índice de preços de combustíveis considera os 21 mil postos credenciados da Ticket Log. Na perspectiva nacional, o IPTL indica que o preço médio da gasolina continuou acima de R$ 6, o litro. O valor médio deste combustível, na primeira quinzena de agosto, foi de R$ 6,068. Este preço representa uma elevação de 1,03% em relação ao fechamento de julho. 

A Ticket Log informou também que o etanol também apresentou alta, de 1,45%. A média identificada nos postos de combustíveis foi de R$ 5,115. Vale lembrar que o preço final para os motoristas depende de cada posto de combustíveis, além dos impostos e custos operacionais em cada estado. No Rio, por exemplo, há um acréscimo de 2% ao ICMS por conta do fundo da pobreza.

Custo alto e pouco benefício

Como já relatado pelo advogado Lucas Barros em sua coluna “Além das Montanhas”, em A VOZ DA SERRA, a gasolina brasileira não é tão pura quanto parece...  De acordo com a legislação atual é autorizada a composição com o percentual de aproximadamente 25% de álcool anidro, popularmente conhecido como etanol.

“Soa até irônico saber que o nosso estado é o que mais produz petróleo no Brasil, responsável por 72% da produção nacional e, em contrapartida, possuirmos valores absurdos cobrados nas bombas dos postos fluminenses. A grande carga tributária do Rio de Janeiro é a culpada e onera demais o bolso dos consumidores que necessitam tanto do combustível para o seu dia-a-dia”, observou o colunista.

Ainda de acordo com Lucas, o Brasil não é autossuficiente em combustíveis desde  2011. Apesar de produzir mais quantidade de barris de petróleo do que consome, a capacidade de processamento e refino da matéria prima ainda não suporta a demanda nacional. Segundo um estudo da Universidade Federal Rural do Estado do Rio de Janeiro e da Coppe/UFRJ, a capacidade de produção das refinarias nacionais é somente de 75%, em média.

Por esse motivo, necessitamos importar derivados de petróleo para suprir a necessidade brasileira. Somente em 2018, o Brasil vendeu aproximadamente 410 milhões de barris de petróleo, especialmente para a China. Em contrapartida, importou 68 milhões de barris de derivados, como gasolina e diesel, maior parte do Oriente Médio e do continente africano.

 

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