Convivência entre pedestres e ciclistas precisa melhorar

Nos trechos da ciclovia já compartilhados, é fácil flagrar invasões dos espaços
sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)

Conforme noticiado por A VOZ DA SERRA no início de dezembro, as obras de construção e adaptação da via compartilhada para ciclistas e pedestres adaptada nas calçadas às margens do Rio Bengalas, entre o Paissandu e Duas Pedrras, tiveram atraso no cronograma e só deverão ser concluídas no mês que vem. No entanto, mesmo com as intervenções em andamento, o espaço já está sendo bastante pelos ciclistas.

O que a nossa equipe também observou é que a convivência entre pedestres e ciclistas nem sempre tem sido harmônica, justamente num espaço que deveria ser compartilhado por ambos. Se ainda há muitos pedestres que insistem em caminhar na ixa destinada aos ciclistas – e pintada de vermelho -, também há muitos ciclistas que preferem pedalar em meio aos carros ou em cima de calçadas, disputando o mesmo espaço que os transeuntes, ao invés de trafegar pela via compartilhada.

Cabe destacar que o trecho que está sendo preparado como via compartilhada está no eixo Paissandu- Duas Pedras, portanto, o restante do município não conta com a estrutura, ou seja, os ciclistas são obrigados a pedalar pelas ruas, entre os carros, ou pelas calçadas, dividindo espaço com os pedestres.

Ciclistas aprovam a via compartilhada

Apesar de as obras ainda estarem em andamento, são muitos os ciclistas que já tem utilizado e aprovado o espaço no dia a dia. Um deles é o zelador Jorge José Guzzo. Ele conta que mora em Olaria e trabalha no Suspiro e faz diariamente esse trajeto de bicicleta há cerca de dois anos.

“Apesar de ainda encontrar dificuldades em alguns pontos, principalmente para atravessar, está sendo ótimo para mim pedalar pela via compartilhada”, disse ele observando que a convivência com os pedestres ainda precisa melhorar. “Tenho visto sempre pessoas caminhando pela parte destinada às bicicletas. Tem gente que insiste em caminhar por ali. Alguns ainda fazem cara feia quando surge um ciclista”, disse Guzzo que pedala rigorosamente dentro da área demarcada de vermelho - destinada ao trânsito exclusivo de bicicletas, além de estar utilizando itens de segurança como capacete e luva. “Usar equipamentos de segurança é essencial. É preciso também muita atenção nas avenidas porque nem sempre os motoristas respeitam os ciclistas. Por isso a ciclovia é tão importante”, finalizou Jorge José Guzzo.

Já o aposentado Romeu Sardou, de 80 anos (foto), é outro que não abre mão da bicicleta para nada e está satisfeito com a construção da via compartilhada. Ele defende que o projeto seja ampliado para demais regiões da cidade e acredita que, com o tempo, pedestres e ciclistas vão aprender a conviver em harmonia.

“O que eu tenho notado é que o povo friburguense é muito educado, com exceção de algumas pessoas que não tem senso de cidadania. É possível conviver todo mundo (pedestres e ciclistas) sem problema. Tem espaço suficiente para isso”, defendeu o aposentado.

A via compartilhada

Orçada em R$ 999 mil, a via compartilhada é a que já está em construção desde meados de julho, e é assim chamada porque ciclistas vão dividir o mesmo espaço com pedestres. Não haverá divisão entre faixa para ciclista e faixa para pedestre. O trecho compartilhado vai do trevo de Duas Pedras até a Rua Padre Yabar, onde começará a ciclovia, exclusiva para ciclistas, que irá contornar uma faixa da Avenida Euterpe Friburguense, até a ponte da Rua Sete de Setembro (em frente ao largo do bar Barbatana).

Já a via partilhada será da ponte da Rua Sete de Setembro até a altura da Igreja Luterana, no Paissandu. Ela é chamada partilhada porque possui uma faixa exclusiva para ciclistas, pintada de vermelho, e outra, separada, para pedestres.

 

LEIA MAIS

Na última semana operação foi realizada na Comte Bittencourt e motoristas elogiam o serviço

Ponte ameaça desabar. Moradores têm projeto já aprovado pelo Inea para obra, que só depende da prefeitura

Cinco ruas transversais à Comte Bittencourt foram parcialmente interditadas para os trabalhos, que vão até sexta

Publicidade

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 75 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: obra