Com a possibilidade das Olimpíadas, cresce a torcida por Jhenny

Pouco mais de um ano após o adiamento, a competição no Japão começa a tomar forma
sexta-feira, 16 de abril de 2021
por Vinicius Gastin
Olimpíadas se adaptam ao momento vivido pelo mundo
Olimpíadas se adaptam ao momento vivido pelo mundo

Mesmo em meio a todas as incertezas que envolvem a pandemia, suas consequências e futuro, o mundo esportivo se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Pouco mais de um ano após o adiamento, a competição no Japão começa a tomar forma, em especial após o fim do estado de emergência na capital japonesa – embora as pesquisas de opinião pública apontem que a maioria dos japoneses quer que as Olimpíadas sejam adiadas novamente ou canceladas. 

De fato, o Comitê Organizador de Tóquio e o COI trabalham para que as olimpíadas aconteçam entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021. Há total confiança nos protocolos de segurança adotados nas ligas locais do Japão. Um estudo encomendado no país apontou só nove casos de torcedores infectados em mais de 1.600 jogos desde julho. As partidas das eliminatórias da Copa do Mundo de Futebol do Catar vão ser mais um teste.

Com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Comitê Organizador estabeleceu protocolos rígidos de segurança descritos no playbook, uma espécie de código de conduta para atletas, voluntários, jornalistas e todos os credenciados para as Olimpíadas. Os princípios básicos são o monitoramento da saúde (além de testes frequentes do tipo PCR e da medição de temperatura, todos os credenciados vão precisar baixar um aplicativo no celular para monitorar a saúde e o deslocamento, rastreando possíveis focos de infecção), uso de máscaras e álcool gel e distanciamento social (pessoas credenciadas não podem usar transporte público e podem se deslocar apenas para instalações esportivas e locais pré-determinados). Há também distanciamento entre atletas.

Esses protocolos estão sendo constantemente reavaliados de acordo com a evolução da pandemia, e a frequência de testes em atletas pode aumentar. Em vez de um PCR a cada quatro dias, a testagem pode ser diária. Todos os envolvidos nas Olimpíadas vão precisar apresentar um teste do tipo PCR negativo para Covid-19 realizado até 72 horas antes do embarque para o Japão. Um novo teste pode ser feito no desembarque dependendo do destino de origem da pessoa. Aí se inicia um período de 14 dias de quarentena para ingressar na bolha dos Jogos.  

A presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Seiko Hashimoto, afirmou que a vacinação não vai ser um pré-requisito para participar das Olimpíadas. No entanto, a imunização é encorajada. Alguns países colocaram os atletas olímpicos e paralímpicos no grupo prioritário da vacinação. Romênia, Hungria e Israel já vacinam as delegações. Austrália, Coreia do Sul, Bélgica e Rússia também anunciaram intenção de imunizar equipes. No Brasil, atletas militares serão vacinados como grupo prioritário das Forças Armadas.

Quanto à presença de torcedores, até o momento, apenas residentes no Japão vão ser permitidos nas arquibancadas. Quase 4,5 milhões de ingressos para os Jogos já tinham sido vendidos antes da pandemia, e cerca de 630 mil haviam sido adquiridos por estrangeiros, que vão ser reembolsados. Torcedores residentes no Japão também terão que seguir protocolos de comportamento, mantendo distanciamento e evitando gritos e cantos.

O revezamento da tocha olímpica começou no último dia 25 de março, em Fukushima, em uma cerimônia fechada ao público. A chama símbolo dos Jogos vai percorrer todas as 47 prefeituras do Japão em 121 dias até a cerimônia de abertura, no dia 23 de julho, embora muitos detalhes ainda não tenham sido anunciados. A tendência é de que apenas 20 mil torcedores estejam presentes nas arquibancadas do Estádio Nacional do Japão.

Jhenny é esperança

Em Nova Friburgo, o mês de abril é cercado de expectativas pela possível classificação de Jhennifer Alves. A seletiva para a natação brasileira acontece de 19 a 24 de abril, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, com uma série de restrições. A prova vai ser limitada a somente 120 atletas que tenham alcançado o chamado índice "B" da Federação Internacional de Natação (Fina). Jhenny faz parte deste grupo.

O índice "B" é uma marca mínima determinada pela Fina para um nadador ter a possibilidade de ir aos Jogos. É mais exigente que o corte estabelecido anteriormente para participação na seletiva. Nas provas com apenas três habilitados pelo índice, são convocados nadadores, segundo o ranking nacional, para completar o balizamento de, pelo menos, quatro atletas.

Para estar na prova individual dos 100 metros peito nos Jogos de Tóquio, Jhennifer precisa alcançar 1min07s07 na seletiva olímpica. “Tenho que baixar em alguns centésimos a minha melhor marca. É um piscar de olhos. Fiz um levantamento com meu técnico. Até o momento, a única mulher que já teria a marca é a Etiene Medeiros nos 50 metros livre. Depois dela, a atleta mais próxima do índice sou eu”, pontua a friburguense.

Os atletas vão poder disputar a seletiva apenas com resultado negativo no teste da covid-19. Nadadores com exames positivos e que não possam participar do evento terão, mais adiante, possibilidade de uma "repescagem", Segundo o diretor de Natação da CBDA, Eduardo Fischer, cerca de 40 dias antes da Olimpíada, novamente no Maria Lenk.

Os critérios de qualificação para Tóquio foram atualizados em fevereiro. Os dois primeiros colocados de cada prova - desde que atinjam, nas respectivas finais, o índice "A" (mais exigente) da Fina - se classificam.

  • Torcida acompanha jogo da J-League, no Japão, com distanciamento

    Torcida acompanha jogo da J-League, no Japão, com distanciamento

  • Jhennifer Alves é uma das esperanças friburguenses de participação nos Jogos Olímpicos

    Jhennifer Alves é uma das esperanças friburguenses de participação nos Jogos Olímpicos

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