Projeto social de Friburgo vence prêmio nacional

Trabalho é de autoria da pedagoga Edilene Torres, em parceria com o psicólogo João Marcos Capozi
quarta-feira, 06 de janeiro de 2021
por Ana Borges (ana.borges@avozdaserra.com.br)
Edilene e Capozi na premiação
Edilene e Capozi na premiação

Em cerimônia de entrega do Prêmio Boas Práticas em Políticas Familiares Municipais, realizada em Brasília, na sede do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), em 21 de dezembro, Nova Friburgo recebeu o certificado de 1º lugar na categoria de Relações Intergeracionais com o Projeto Gerando Vida Nova Friburgo. O projeto é de autoria da pedagoga Edilene Torres, em parceria com o psicólogo João Marcos Capozi. 

Ao parabenizar os participantes, a ministra Damares Alves destacou a atenção especial dada às famílias. “Aproveito para reafirmar o compromisso do ministério de caminharmos juntos na direção do fortalecimento dos vínculos familiares no Brasil”, disse a titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Segundo Capozi, a iniciativa idealizada pela Secretaria Nacional da Família, com o intuito de incentivar e divulgar as boas práticas que estão sendo realizadas pelas administrações municipais, “reconheceu o projeto de Nova Friburgo como um empreendimento voltado aos vínculos familiares entre as gerações, com a promoção da convivência entre os membros da família e as diferentes gerações. O principal critério utilizado pela comissão avaliadora do prêmio para classificar os projetos foi a possibilidade de ser aplicada em outras cidades do Brasil”, acrescentou.

Conteúdo de um  projeto vencedor

Edilene Torres é coordenadora de Benefícios Eventuais, e João Capozi é presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa, ambos servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social. Capozi reitera que Nova Friburgo tem uma forte tradição familiar que é passada de geração em geração e possui um dos maiores índices de população idosa no Brasil — são mais de 40 mil. “Nessa perspectiva, foi necessário criar um programa para unificar a família, assim como garantir a preservação da identidade municipal e o resgate dos valores trazidos pelos mais velhos”, explicou. 

Segundo ele, a intenção do projeto é desenvolver as relações familiares no âmbito intergeracional, do bebê que está para nascer aos seus pais e avós. Através de encontros semanais no Centro de Referência em Assistência Social (Cras), as famílias recebem orientações de profissionais ligados à saúde e assistência social, como ginecologista, pediatra, obstetra, psicólogo, nutricionista e assistente social, que darão suporte necessário, facilitando o entendimento das transformações corporais, emocionais e sociais da gestante e de todo o grupo familiar. 

“Em oficinas para confecção do enxoval do bebê, com a participação dos avós, é resgatada a cultura do bordado, tricô e crochê, pouco valorizada na atualidade, mas de grande importância na construção dos laços entre o bebê e a família. Ao final do processo de gestação, a família receberá um kit de higiene infantil, além do enxoval confeccionado nas oficinas. Toda a família deverá continuar sendo acompanhada pela equipe técnica do Cras através do serviço de convivência e fortalecimento de vínculo, e também pelo programa Guardiões dos Idosos”, esclareceu João.

A ‘porta de entrada’ do programa é o Hospital Maternidade. “Assim que a mulher constata que está grávida, o programa é apresentado a ela, que é direcionada ao Cras, através do qual é mantido contato com a família para que se integre ao programa, às oficinas, reuniões e palestras. E este é justamente o objetivo do programa, instituir um vínculo para que a família tenha uma estrutura, acompanhada pelos profissionais da assistência social”, detalhou o psicólogo.

Capozi encerra a entrevista informando que, “por conta da pandemia da Covid-19, o programa não foi colocado em prática em sua integralidade, em 2020, no entanto, estará disponível ainda no primeiro semestre de 2021”. 

 

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