Friburgo aguarda chegada de seringas para iniciar campanha antirrábica na zona rural

Não há previsão para o início da vacinação na área urbana, devido à Covid-19
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
por Thiago Lima (thiago@avozdaserra.com.br)
(Foto: Reprodução Internet)
(Foto: Reprodução Internet)

Segundo a Prefeitura de Nova Friburgo, a Vigilância Ambiental está aguardando o Governo do Estado do Rio repassar ao município lotes de seringas descartáveis para iniciar a campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos de forma itinerante. A vacinação ocorrerá inicialmente na área rural do município, de forma volante, com a equipes percorrendo as casas para imunizar os animais. 

As áreas rurais são prioritárias, pois há presença de morcegos hematófagos. E segundo o monitoramento feito, houve registros de casos de raiva nos últimos anos. Não há previsão para o início da vacinação antirrábica na área urbana, devido à pandemia da Covid-19.

Sobre a doença 

A raiva é uma doença grave causada por um vírus que acomete o sistema nervoso central dos mamíferos. É uma zoonose fatal em quase 100% dos casos. Qualquer mamífero  pode ser infectado e transmitir a raiva. A transmissão ocorre quando os vírus existentes na saliva do animal infectado penetram no organismo através da pele ou de mucosas, por meio de mordidas, arranhões ou lambidas.

Cães e gatos exercem um importante papel na transmissão da raiva urbana por sua convivência com humanos. Nas áreas rurais, bois, cavalos, porcos, ovelhas e cabras podem desenvolver a doença, sendo o principal transmissor o morcego hematófago, que se alimenta do sangue desses animais. A transmissão da raiva também ocorre em ambiente silvestre, representado por raposas, guaxinins, primatas e, principalmente, morcegos (hematófagos ou não).

Sintomas

Os animais doentes costumam apresentar dificuldade para engolir; salivação abundante; mudança de comportamento; mudança de hábitos alimentares; e paralisia das patas traseiras.

Nos cães e gatos a raiva pode se manifestar sob a forma furiosa (onde o animal apresenta angústia, inquietude, excitação e agressividade) ou paralítica (forma mais leve sem manifestação de agressividade, apresentando sinais de paralisia que evoluem para a morte). 

Já os morcegos (hematófagos ou não) infectados com o vírus da raiva apresentam alterações no comportamento, podendo ser encontrados durante o dia, em hora e locais não habituais. Em humanos, a raiva se manifesta, inicialmente, com mal-estar, aumento de temperatura, falta de apetite, dor de cabeça, enjoos, dor de garganta, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia. 

O indivíduo sente dor, queimação e formigamento no local da mordedura. Essas alterações duram de dois a quatro dias. A infecção progride, surgindo manifestações de ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes, febre, delírios, espasmos musculares involuntários e/ou convulsões. Espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua ocorrem quando o paciente vê ou tenta ingerir líquido, apresentando produção excessiva de saliva, fluindo para fora da boca. Os espasmos musculares evoluem para um quadro de paralisia, levando a alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e constipação intestinal. Observa-se, ainda, sensibilidade a luz e a sons, medo de correntes de ar e de água, além da dificuldade para engolir.

Prevenção

O que fazer no caso de mordida / arranhão por cães, gatos, morcegos e demais animais silvestres? Lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão; Procurar imediatamente uma unidade de saúde para ser atendido por um profissional e receber as devidas orientações em relação aos cuidados; Não interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas; Não matar o animal, e sim deixá-lo em observação durante dez dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva. 

Nesse período o animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local seguro, para que não fuja ou ataque outras pessoas ou animais; Se o animal adoecer, desaparecer ou mudar de comportamento, ou nos casos em que haja impossibilidade de observar o animal agressor, acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), através da Central de Teleatendimento 1746, para informar sobre a ocorrência do acidente;  Se o animal morrer, o CCZ deverá ser informado imediatamente, por meio de um chamado da Central 1746.

 

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