Como viver a solteirice pelo segundo ano consecutivo de isolamento social

Estar solteiro, contudo, não é sinônimo de solidão. Estar bem consigo é sinônimo de liberdade
sexta-feira, 13 de agosto de 2021
por Jornal A Voz da Serra
Ronalt Condack:
Ronalt Condack: "Não sei o que é vida amorosa tem muito tempo"

Depois de um ano e meio sem pegação, parte dos solteiros — mesmo vislumbrando certa liberdade com a chegada das vacinas — ainda tem medo de buscar parceiros em um mundo cheio de protocolos, devido ao prolongamento do estado de pandemia com a descoberta das variantes da Covid-19. Paquera com pandemia ainda entre nós, leva os reticentes a se perguntarem se vale o risco de marcar encontros, seja nos parques, nas praias, nos bares. 

À procura de um par — seja com intenções sérias ou para uma ficada rápida — solteiros seguiam uma cartilha básica: ir a um bar ou uma festa, engatar uma conversa ao pé do ouvido, compartilhar uma cerveja e, a certa altura da noite, se permitir contatos físicos. Até que, tudo isso, rigorosamente, o que configurava a arte da paquera foi por água abaixo com a pandemia.

Se antes já estava difícil ter um encontro decente, com o advento da Covid-19 muitas pessoas sem par fixo desistiram de investir em encontros ao vivo, e ainda perderam o gosto pelos flertes via Zoom, que deixava a desejar pela falta de espontaneidade nesse tipo de contato. 

O quadro andou mudando um pouco. Graças à aplicação dos imunizantes, se percebe uma certa normalidade no cotidiano das cidades, embora ainda não haja motivos para achar que o pior já passou. Há muitas dúvidas no ar, além do coronavírus, e as pessoas se perguntam: ‘será que ele usa máscara?’, ‘será que ela evitou sair de casa?’, ‘já é possível bater um papo sem falar de contágio, testes, mortes, home office, delivery’?

Segundo o aplicativo de namoro Bumble, duas a cada três pessoas disseram se sentir muito solitárias em todos os aspectos da vida, sobretudo o amoroso.

Solteiro e  muito bem

Ao abordar o tema, o músico friburguense Ronalt Condack abriu o coração: 

“Confesso que não sei o que é vida amorosa tem muito tempo. Já fui taxado de ‘chato do rolê’ porque até hoje ainda não estou saindo. Desde o início da pandemia eu tentei ser o mais cuidadoso possível. Me lembro que em março de 2020 eu estava a ponto de lançar um novo projeto musical, comecei até as gravações de um videoclipe, mas, pelos primeiros casos no Brasil e o descontrole geral, eu decidi cancelar tudo. Decidi mergulhar em muitos trabalhos remotos e comecei a fazer praticamente tudo dentro de casa. E com isso nem tive grandes oportunidades de conhecer alguém. Estou solteiro e muito bem até, mas confesso que às vezes sinto falta. O friozinho da serra não perdoa… Só quero que isso tudo passe logo e possamos ir novamente a um bar, sem medos, curtir uma balada, conhecer pessoas e socializar da forma que mais gostamos: olho no olho, com abraços, toques e podendo ver sorrisos no lugar de uma máscara.” 

Sem pressa  e sem neura

O isolamento social levaram Vanessa Guimarães a refletir sobre como encara o amor. Aos 29 anos, ela diz que a pandemia mudou sua percepção sobre como ela se relaciona. "Antes, ser solteira era meu status de vida e eu amava a liberdade de ter vários encontros diferentes. Amava até os ruins, porque eu realmente não queria namorar, então, se fosse ruim, uma preocupação a menos", brinca. "Mas, depois de tanto tempo sozinha em casa, percebi que vou querer, sim, dividir minha vida com alguém, no futuro. Sem pressa e sem neura. E se não der certo, não deu, né?"

Apesar dos planos, Vanessa, que está solteira há mais de dois anos, acredita que a felicidade não está ligada a ter um relacionamento. "Ninguém nunca ensinou pra gente que dá pra ser feliz sozinho, né?" 

Independentemente de gênero, a reflexão sobre o estar sozinho encontra uma série de obstáculos, entre eles a ideia de que é preciso se adequar ao padrão socialmente imposto. Estar solteiro, contudo, não é sinônimo de solidão. Estar bem consigo é sinônimo de liberdade. 

Só quem está passando pela pandemia  solteiro vai se identificar com esta lista*

Não importa se você mora com os seus pais, amigos ou outros parentes, quem está passando por essa pandemia solteiro, com certeza já se sentiu solitário em algum momento. Pois é, a Covid-19 pegou todo mundo de surpresa, principalmente quem estava sem um contatinho pra chamar de seu. Para muitos a situação é crítica, mas, como o brasileiro é graduado em rir da própria desgraça, confira os sete sentimentos que só quem está solteiro nesses tempos vai entender:

  • Sentir saudade até do pior ex

Quando a carência bate e a saudade aperta, não tem quem não pense em algum ex, né? O problema é que, como estamos vivendo a pior realidade possível, até o ex mais embuste parece algo agradável de se lidar. Que fase!

  • Mandar mensagem pro ex

Pior do que sentir saudade ‘dele’, é mandar mensagem pra pessoa. Mas, não estamos aqui para julgar ninguém, sabemos que não está fácil. Só tomar cuidado pra não cair em outra cilada. Afinal, se é ex tem motivo.

  • E vamos de aplicativo

Depois que você chega à conclusão de que falar com ex não é a melhor ideia, o jeito é ir para um aplicativo na esperança de encontrar, pelo menos, alguém com quem você tenha um bom papo. Mas, depois de passar a semana inteira dentro de casa, trabalhando e estudando na frente do computador, quem é que ainda tem paciência de ficar conversando pelo celular?

  • Total desinteresse…

Depois de falhar tentando encontrar alguém e perceber que não tem mais saco pra conhecer gente nova, a única conclusão é que acabaram-se todas as oportunidades de encontrar uma pessoa legal e que o melhor a fazer, talvez, seja adotar um bichinho.

  • O que é libido?

Depois de tanto tempo sem beijar na boca, você é capaz de sentir a libido deixando o seu corpo e até saindo da sua casa. O problema deixa de ser a incerteza de encontrar alguém e passa a ser você mesmo, que parece que nunca mais vai sentir tesão outra vez. Tenso!

  • Cadê a autoestima?

Quando chega naquele estágio onde você nem lembra mais qual é a sensação de ter alguém tocando em você, é normal sentir a sua autoestima em queda livre. Afinal, o relacionamento com o outro também é importante para que a gente se sinta bem e querido. É difícil ficar sem autoestima, porém, é importante ter em mente que ela sempre volta.

  • Acordei gostosa!

Quando tudo parece ter chegado ao fim, de repente você acorda e percebe que a sua pele está boa, que o seu corpo está do jeito que você adora e o cabelo nunca esteve mais bonito. O único problema é que ainda não tem ninguém pra te deixar um beijinho e você começa a se sentir carente, sozinha e volta a pensar no seu ex. Sim, e aí o processo se repete todo outra vez. De qualquer forma, é importante ressaltar que é normal a gente sofrer com as oscilações de humor durante a quarentena. Afinal, estamos passando por uma situação nunca vivida antes. Ainda assim, se você sentir que o seu nível de estresse está muito alto e que as oscilações de humor estão fortes, procure uma ajuda profissional. Caso isso não seja possível, converse com os seus amigos e familiares. Acredite, não estamos sozinhos!

(* Fonte: Purebreak)

 

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