Endocrinologistas alertam que ser magro não é sinônimo de saúde

Nem todo magro é saudável, o que vai definir isso são os hábitos alimentares e a prática de atividades
quinta-feira, 03 de novembro de 2022
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Pexels)
(Foto: Pexels)

Por décadas, a indústria da moda impôs uma beleza física baseada na magreza extrema. Esse fator criou uma tendência mundial de associar um corpo magro à saúde e bem-estar. Porém ter o corpo magro não é espelho de uma pessoa 100% saudável. 

“Pessoas muito magras podem evoluir em graus variáveis de desnutrição, o que não é saudável, chegando a ser muito perigoso à saúde”, aponta Laura Frontana, endocrinologista do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.

“Estar no peso considerado normal também não significa estar livre de doenças como hipertensão arterial, diabetes ou dislipidemia — apesar de esses males atingirem muito mais pessoas obesas. Tudo vai depender da história clínica e das características de cada um”, acrescenta Laura.

Para a doutora Elaine Ferraz, endocrinologista e nutróloga, pessoas que não se alimentam corretamente, não fazem exercícios físicos diários, fumam e bebem, estão mais expostas aos problemas de saúde. Segundo ela, existem pessoas acima do peso que levam uma vida regrada, com alimentação adequada, atividade física e não desenvolvem doença alguma.

De acordo com ela, a maior parte dos fatores que levam um indivíduo a ter ou não uma boa saúde, está ligada aos hábitos adotados durante toda a vida. “Tudo está associado ao modo de vida de cada um. Ter pouco peso, mas se alimentar mal, ser sedentário, fumar, só irá piorar a herança genética. O negócio é se movimentar, equilibrar a alimentação, fugir dos vícios e cuidar do nosso organismo, reduzindo os riscos, garantindo uma saúde plena, afinal de contas, ele é único, não existe ‘step’ para ele”, conclui a especialista.

Cuidados com a saúde

De acordo com Elaine, pessoas magras que exageram no açúcar, que não têm uma produção normal de insulina no organismo, podem desencadear o diabetes, como também outras doenças como colesterol, triglicérides altos e hipertensão arterial.

A solução para isso, segundo ela, é apostar numa dieta diferenciada para estabilizar os níveis de colesterol, triglicérides e diabetes, por exemplo. “Se a dieta não der resultado, existem diferentes medicamentos, cada vez mais eficientes, que poderão ajudar no controle das doenças”, afirma.

Acrescentando que a perda de peso excessiva é um dos fatores para entrar em alerta. “Isso prejudica a produção do estrogênio, o hormônio ‘feminino’, e esse déficit é responsável por problemas como a diabetes, inclusive em homens. Os riscos de sofrer um aborto, ter doenças pulmonares e infertilidade masculina aumentam significativamente por causa da magreza excessiva. Neste caso, é imprescindível que se procure um médico”, reiterou.

“A falta de gordura corporal está ligada à perda de outros componentes químicos essenciais para a saúde física e mental de homens e mulheres. Entre as principais doenças relacionadas estão a depressão, a artrite e doenças cardiovasculares, além de maiores chances de ossos quebrados, abortos, doenças pulmonares e até acidentes de carro, onde pessoas muito magras resistem menos ao impacto da colisão”, conclui. (Fonte: www.hcor.com.br)

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