DER receberá do Detran R$ 120 milhões para recuperação de estradas

Convênio a ser assinado nesta quinta pode beneficiar Serramar, Terê-Fri, RJ-150 e RJ-148
quarta-feira, 15 de maio de 2019
por Jornal A Voz da Serra
As obras do DER na Serramar, após denúncia de A VOZ DA SERRA (Divulgação)
As obras do DER na Serramar, após denúncia de A VOZ DA SERRA (Divulgação)

Responsável pela conservação de quatro estradas nao pedagiadas que cortam Nova Friburgo (a Serramar, a Terê-Fri, a RJ-150 e a RJ-148), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) vai receber R$ 120 milhões do Detran-RJ. A transferência dos recursos, através de um convênio, será oficializada às 15h desta quinta-feira, 16, no Palácio Guanabara.

Os recursos serão utilizados na recuperação de seis mil quilômetros da malha rodoviária do estado, incluindo  pavimentação de rodovias, restauração e recuperação de pontes, passarelas e viadutos, sinalização e manutenção corretiva e também na ação preventiva. O convênio será assinado pelo governador  Wilson Witzel e os presidentes do Detran-RJ, Luiz Carlos das Neves, e do DER, Uruan Cintra de Andrade.

Segundo o governo do estado, a transferência foi possível porque a atual gestão do Detran-RJ economizou R$ 200 milhões após revisar contratos fechados no passado. “Importante frisar que a economia foi feita sem prejudicar as operações do departamento”, ressaltou Neves.

As obras, que ficarão a cargo do DER-RJ, serão iniciadas ao longo de 2019.

Em Nova Friburgo, podem ser beneficiadas as rodovias RJ-142 (Serramar), que liga Mury a Casimiro de Abreu, a RJ-130, que liga Friburgo a Teresópolis, a RJ-148 (Friburgo-Carmo) e a RJ-150 (Friburgo-São José do Ribeirão, distrito de Bom Jardim).

Em março o DER iniciou obras emergenciais no trecho mais crítico da Serramar, depois que reportagem de A VOZ DA SERRA, em fevereiro, mostrou o estado calamitoso da estrada entre Lumiar e Casimiro de Abreu.

RELEMBRE AQUI A REPORTAGEM, COM VÍDEO.

Funcionários do órgão construíram uma estrutura com sacos de cimento para evitar que a pista continuasse desmoronando. O trecho, próximo de uma curva, ficou parcialmente interditado durante meses, devido à enorme cratera que se formou na via, à beira de um precipício. Em fevereiro mesmo já tinham sido realizados serviços de roçada, limpeza de pista e melhorias operacionais de trafegabilidade, como a instalação de sinalização.

 

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