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Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

O Caderno Z veio pedalando emoções para festejarmos o Dia Nacional do Ciclista, celebrado ontem, 19. Quando se fala em tempo antigo das bicicletas em Nova Friburgo, lembro-me da Filó e da movimentação dos operários chegando para mais um dia de batente. A fábrica dispunha de local para as bicicletas e era bonito o cortejo dos pedais, tanto no início, quanto no fim da jornada. A foto de Layse Ventura Coutinho é admirável, pois como as moças andavam bem vestidas até para um passeio ciclístico. Penso em papai que acionava a campainha de sua “Hércules” e circulava pela Travessa Bonsucesso, carregado de bolsas no guidão, sempre com alguma novidade para nós.  

Contudo, a bicicleta não estacionou no passado e continua no cotidiano da atualidade, ora como recreação, ora como meio de transporte, ganhando pódios em competições. Como explica Gusmar Júnior, “O ciclismo tem um leque de modalidades muito grande”. Para Margreick Dutra, que usa sua “magrela” para vencer os 17 quilômetros entre Riograndina e Olaria, diariamente, o que falta é estrutura de segurança. Ele comenta sobre a obra da ciclovia entre Duas Pedras e o Paissandu: “Não está sendo pensada para o bem-estar do ciclista e do pedestre. Está uma coisa meio tumultuada, o espaço não está legal”.

Hora de deixar o Z, pedalando em saudades e como diz Wanderson Nogueira, “tenho saudades daqueles momentos típicos que entram na biografia”. Uma saudade assim, por exemplo, de quem vai fazer um passeio em Lumiar e participar da 5ª edição do Lumiar-Te. O evento contempla o fim de semana com shows, exposições, saraus e feiras. Mas... agora, só no ano que vem. Acontecendo também o Dia do Comerciário nesta segunda-feira, 19. É o tal dia em que a cidade fica meio pacata, sem o brilho do comércio aberto. Contudo, os trabalhadores merecem essa homenagem e um dia de folga.

Os educadores fizeram ato público, ocasião em que a classe cobrou da “Secretaria de Educação uma série de reivindicações e quer se reunir com o prefeito”.  Vamos torcer para que as partes envolvidas se entendam e a categoria possa ter o seu valor reconhecido.

A Rua Monte Líbano tem sido o palco de “badernas”, ocupada por jovens que se apoderam do espaço público com carros com som alto, gritarias, bebedeiras e motocicletas barulhentas. Moradores e comerciantes reclamam da ocupação. Até quem tem comércio de bares se sente perturbado pelo excesso de barulho e desordem causados pelos frequentadores da rua, em sua maioria jovens e até menores de idade.

Tatila Krau, a cantora friburguense, deu show no “The Voice Brasil” e fez Lulu Santos virar a cadeira. É hora de a moça virar a mesa também e fazer sucesso mundial. E o sucesso do Agosto Suíço continua nas comemorações dos 200 anos da Imigração Suíça, com a chegada dos imigrantes em 2019. Agora foi a vez do lançamento do selo oficial, com ilustração que traduz a trajetória dos primeiros colonos suíços até a chegada ao Brasil. A arte faz uma alusão dos Alpes Suíços “se fundindo” com o Cão Sentado.

Falando em imigração, a coluna Massimo nos traz a boa nova de Girlan Guilland que descobriu que “a primeira igreja protestante de Nova Friburgo foi fundada em 1819, na Holanda”. – “Ué, como assim?” – A informação vem da tese de doutorado do pastor luterano Marlon Ronald Fluck que fez a descoberta por meio de documentação, que entre os colonos suíços que aguardavam embarque para Nova Friburgo, 190 eram protestantes e receberam a missão de “professar a religião,  quando chegassem ao Brasil”.

Isso é mais do que relevante e vem colaborar com a nossa história e reforçar a importância dos imigrantes. Com eles a cidade percorreu caminhos de glórias e desafios, e hoje chega a ser o sexto destino mais visitado por turistas estrangeiros no Estado do Rio de Janeiro.

Enquanto se faz bonito diante dos visitantes, os usuários do transporte público se estarrece diante do aumento das passagens de ônibus: R$ 4,20. A empresa garante que o aumento é legal e necessário. A prefeitura garante que cumpre a sua parte. E os passageiros pagam o pato, pois não podem ficar a ver navios em lugar de ônibus. 

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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