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Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Com uma ponta de lágrima querendo escorrer no canto do olho, eu vou sentindo saudades de papai. O Caderno Z é responsável pelas emoções matinais, provocando um turbilhão de afetividades para festejar o Dia dos Pais. Quando eu falava: Pai, ainda não comprei o seu presente! Ele me respondia: - Deixa de ser boba, o meu presente é você! Aí que eu ficava mais boba ainda. Ana Borges tem razão e bem lembrou a canção: “É assim mesmo, esse amor que não se pede, que não se mede nem se repete”. É comovente a história de João Luccas sobre o seu “paidrasto”: “O Ricardo começou a ser meu pai antes de eu nascer... é o meu herói. Ele abriu mão de muitas coisas por mim...”. Depoimentos assim fazem a gente acreditar que o amor pode edificar um mundo melhor.

Dayvson Alan se tornou um agente do amor, quando nasceu Maria Eduarda, seu “adorado bebê”. Ele confessa ao bebê: “Quando, por fim, peguei você em meus braços, todo o meu mundo mudou e eu me transformei por completo”. As transformações acontecem tanto que, “como nunca é tarde demais para ser pai”, há exemplos de novos pais na terceira idade. Se de um lado a força física é mais limitada, ter filhos nessa altura pode ser prazeroso, pois a força espiritual permite “educar com mais tolerância e com afetuosas trocas intergeracionais”.  E quem não tem mais seu pai presente, pode escrever “Uma carta para papai no céu”, como fez Wanderson Nogueira, em “Palavreando”.

As cerejeiras das margens do Rio Bengalas estão maravilhosas, como bem descreve o texto de Vitória Nogueira. Uma curiosidade é que as cerejeiras necessitam “de 800 a 1 mil horas de temperaturas baixas para que possam florescer”. Se fiz bem as contas, nos meses de maio, junho e julho são produzidas, aproximadamente, 2.160 horas. Nem todas essas horas são de frio intenso. Mesmo assim, nesse período, temos horas de sobra para essa floração. Se papai estivesse aqui, faria as contas sem calculadora!

Vinicius Gastin abriu o baú de memórias e trouxe Nelson da Conceição, friburguense, o primeiro “goleiro negro” da Seleção. O craque começou a carreira em 1915, passando por vários clubes até “fazer história” como goleiro do Vasco da Gama. Contudo, Nelson sofreu preconceitos não somente de cor, mas pelo seu ofício de “chauffeur” e por sua “fala coloquial” de pouca instrução. Ainda assim, o atleta superou as adversidades com seu “talento e qualidade técnica”. Parabéns Vinicius pelos registros.

Mais uma grande reportagem sobre o conflito caótico do trânsito em Nova Friburgo. Para bom observador, meia cena basta, pois uns minutos de observação e vemos coisas do arco da velha. Guilherme Alt relatou vários episódios das tensões nas ruas, entre motoristas e pedestres. Fila dupla, falta de seta indicadora de direção, velocidade além do permitido, gente em travessia fora de faixa e muito mais. Já que “nós estamos em um vale e não tem como abrir novas ruas”, o que vale é ter educação e respeito de todas as partes. E atenção: “Câmeras em cruzamentos começam a multar” e a partir desta segunda, 12. E para ajudar a confusão, a sonhada “estrada do contorno”, prometida em “Há 50 Anos”, à época, teve seu planejamento interrompido pelo falecimento do engenheiro encarregado para tal. Mas será que não surgiu alguém para retomar o projeto?

“Meu objetivo é subir na vida” – afirma o jovem Guilherme Barbosa, de 17 anos, que vende doces na rua. No cartaz que ele carrega, anuncia – “Quero ser empresário. Tudo tem um começo. Paçoca: 1,00 R$”. Ele emite a sua publicidade, dá o recado e os receptores passam a conhecê-lo. Sorte para ele e muito estudo pela frente. Basta ler a matéria sobre a formação da “DTO”, surgida da fusão da Ópera Digital e a Designtec que está claro que os jovens estão dominando o mercado de trabalho. São mais de 30 profissionais, ainda na faixa dos trinta e pouco anos, e todos muito bem qualificados e com experiência até em grandes empresas. Assim, coisa alguma é impossível, quando se tem perseverança. Por isso, Guilherme Barbosa, siga os seus sonhos, mesmo tendo que “dar a cara para bater”. Estude, lute e prospere! O futuro é cheio de esperanças!

 

 

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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