Ovos x barra de chocolate

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna às terças e quintas.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Ovos x barra de chocolate
Não precisa ser chocólatra para saber que ovos de páscoa são bem mais caros que barras de chocolate com a mesma gramatura. A questão é: porque isso ocorre? Há defesas contundentes e até plausíveis.

Por que é tão mais caro?
Segundo os produtores, os ovos de chocolate começam a ser fabricados em outubro. O custo maior se dá por conta da conservação desses produtos em refrigeração específica e pelas dificuldades de transporte, já que a casca fina deve ser preservada em seu formato. Ainda no transporte, o produto encarece não só pelos cuidados, mas também por ocupar mais espaço nos baús dos caminhões.

Brindes que não são brindes
Outro fator de encarecimento são os royalties pagos aos ovos que ilustram personagens. Os direitos são caros e, obviamente, repassados ao consumidor. Os brinquedos tidos como brindes colocados nas embalagens também geram custos que também são repassados ao consumidor.

Economia informal
A dica para quem não precisa de personagens ou brinquedos nos ovos é comprar a barra que sai bem mais barato ou apostar nos ovos artesanais. Em Nova Friburgo, tem muita gente fabricando deliciosos ovos que fogem daquele chocolate gorduroso. Tem gente caprichando nos recheios de leite em pó, avelã, brigadeiro e assim por diante. Vale a pesquisa.

Não tá fácil pra ninguém
Por falar em economia informal, as altas taxas de desemprego que assolam o país e não deixam de atingir Nova Friburgo, tem feito muita gente se reinventar para sobreviver. Os ovos de páscoa caseiros é apenas uma frente. É gente vendendo de comida à artesanato. Indo para os aplicativos de carro e as tarefas possíveis para no mínimo se manter.    

Contagem regressiva
Falta praticamente um mês para a estreia do Friburguense no Campeonato Estadual da Série B. O time já treina e está com elenco quase fechado. O tricolor vai apostar tudo para tentar voltar ao seu lugar de origem, a elite.

Sem patrocínio
A reunião com o empresariado local não rendeu maiores frutos até agora. O Friburguense segue sem patrocinador master ou nas camisas dos jogadores. O último patrocinador master do Tricolor da Serra foi a metalúrgica Stam. Justiça seja feita, foi uma parceria muito benéfica que durou uma década.

Frisão ou Frizão?
Ainda sobre o Friburguense, há poucos dias um amigo me questionou se o correto era Frisão com “s” ou Frizão com “z”. Respondi que eu, particularmente, escrevo com “s”. Pela minha lógica, como o clube é Friburguense com “s” e não com “z” (Friburguenze), adoto a grafia pelo aumentativo. Defendo essa tese pela norma ortográfica, mas não nego a liberdade poética. Com “s” ou com “z” que o time desse ano possa, de fato, ser no aumentativo.

Segundona ou Série B?
Colocam Série B ou Série A1 para valorizar. Cá entre nós, é segundona, terceirona e assim por diante. A letra não muda a posição. Encaremos a segundona como a realidade que queremos fugir o mais depressa possível. Que seja nesse ano!

Marca friburguense
A metalúrgica Stam foi o grande destaque da recente Feicon - a maior feira de material de construção do Brasil. O estande da marca friburguense teve mais de 1.000 metros quadrados de cenografia, além dos produtos e novidades fabricados em Nova Friburgo.

Feicon 2019
Mais de 200 profissionais estiveram envolvidos em um investimento robusto de marketing desenvolvido por profissionais da própria metalúrgica e da Fábrica de Ideias. Abusando de leds e tecnologia, o estande foi certamente o mais bonito da feira que atrai compradores de todos os estados brasileiros e até do exterior.

Páscoa
No mais, boa páscoa a todos! Que o feriadão possa ser aproveitado com lazer e juízo. Que Nova Friburgo receba muitos turistas e nossa economia gire! Que o verdadeiro sentido da Semana Santa ou da ressurreição de Cristo possa mesmo ser sentido e praticado. Nunca precisamos tanto! Né?

Palavreando
“As palavras cessam a minha fúria, acalmam meu espírito e me mostram que talvez as coisas não sejam exatamente como eu supunha.”.

 

Foto da galeria
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Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna às terças e quintas.

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