Vendo a crise de forma positiva

Renata de Rivera

Meu Bairro Sustentável

O projeto do núcleo Meu Bairro+200 idealizado por Renata de Rivera visa tornar Nova Friburgo uma cidade sustentável. Sua coluna traz dicas de ações por uma cidade mais limpa, com menos lixo e poluição e uma vida mais saudável.

terça-feira, 07 de novembro de 2017

Sabe-se há muito tempo que o Brasil poderia ter sua matriz energética ainda mais limpa. Com tanta abundância de energia solar e ventos, qual a justificativa para residências e empresas sem painéis solares e turbinas eólicas? Fala-se muito sobre os altos preços de implantação, porém, não creio ser esse o motivo e sim a comodidade. Não investimos em novas formas de energia por que as que temos hoje já nos atendem muito bem. O mesmo serve para a captação da água. Por que os setores residenciais, comerciais e industriais investem tão pouco na captação de água da chuva e quanto o fazem é por exigências legais? Pelo mesmo motivo. Nossa concessionária de água tem nos atendido relativamente bem. É difícil focar, investir, priorizar em algo que no momento não nos faz falta.

Escrevo essa coluna em uma cidade no nordeste mineiro chamada Guanhães. Após 11 horas de viagem, ao chegar na casa de minha sogra, fomos recebidos com muita hospitalidade por ela que nos mostrou com orgulho cada cômodo de sua linda casa nova. Após então conhecer a casa e guardar as malas, recebemos a (não tão boa) notícia de que estávamos sem água e o motivo era que a bela e receptiva cidade de Guanhães passa atualmente por uma crise hídrica e em alguns bairros, todos ficam sem água, numa escala aproximada de dois por um. E essa regra vale para todos, os ricos e os pobres. Para as mansões e para os casebres.

Nas primeiras horas em sua residência, era incrível a quantidade de vezes que por hábito, abríamos as torneiras da casa e apertávamos o botão das descargas, esquecendo que não havia água. À noite, o jeito foi banhar-se à moda antiga, utilizando dois litros de água morna em um balde. E amanhã, se não cair água? Não sabíamos o que fazer. O assunto do dia então foi todas as possibilidades para sair daquela situação. Como economizar, aumentar o tamanho da caixa d’água, captar água da chuva e em último caso até mesmo mudar de bairro ou até de cidade. No dia seguinte, para nossa sorte, acordamos com água na torneira. Mesmo assim, racionamos ao máximo, de todas as formas possíveis. Desperdício? Nem pensar!

O que se sabe é que definitivamente não dá para viver sem água

Enfim... o que podemos concluir é que durante a crise é que se aprimora, se desenvolvem tecnologias. É na crise que saímos na nossa zona de conforto e buscamos novas formas de continuar sobrevivendo. Empresários de Guanhães e região que investirem em captação de aguas pluviais e reaproveitamento da água cinza certamente irão lucrar bastante nesse momento.

Outra forma de incentivar o uso dessas novas tecnologias é através da implantação de piloto sem universidades. Para exemplificar vou citar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que em parceria com a Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro irão instalar 400 metros de painéis solares na universidade que produzirão energia suficiente para cobrir os gastos atuais. Isso significa que após o investimento nos painéis solares, não haverá mais custos com energia (leia mais em www.atitudessustentaveis.com.br).

Essa iniciativa modelo somado a declaração do secretário estadual do ambiente do Rio de Janeiro de que os governos pretendem retirar os impostos e dar subsídios para estimular as energias limpas no país, deverão ser incentivadores para que esta iniciativa necessária seja replicada pelas cidades.

E quanto a nós, não precisamos esperar viver a crise para começar a pensar nessas em tecnologias limpas e alternativas. Pesquise um pouco sobre o assunto e verá que existem hoje formas simples, baratas e sustentáveis de se gerir a água ou de gerar energia.

Água cinza é a nossa água residual a partir de processos domésticos como tomar banho, lavar louça, lavar roupa. Ela corresponde a até 80% do esgoto residencial. A descarga dos vasos sanitários são chamadas de águas negras.

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