Rolamentos: você lhes dá a devida atenção?

Márcio Madeira da Cunha

Sobre Rodas

O versátil jornalista Márcio Madeira, especialista em automobilismo, assina a coluna semanal com as melhores dicas e insights do mundo sobre as rodas

sábado, 17 de março de 2018

Seguindo nossa rotina de dicas sobre economia e segurança no trânsito, é chegada a hora de falarmos sobre uma peça relativamente barata e pouco conhecida que pode causar grandes danos quando não devidamente observada. Estou me referindo aos rolamentos.

Pensados com o intuito de guiar o movimento de rotação e reduzir o atrito de deslizamento, diminuindo assim a dispersão de energia, os rolamentos começaram a ser esboçados ainda no século XV, e já eram fabricados com algum refinamento trezentos anos mais tarde. Num automóvel moderno existem rolamentos específicos espalhados por diversos sistemas, e todos merecem atenção especial. Desde os rolamentos para polias e tensionadores em alternadores e compressores do ar-condicionado, até os rolamentos próprios para o sistema de direção, passando pela embreagem e pela transmissão. Os mais conhecidos, no entanto, são os rolamentos que evitam o atrito entre o eixo e o cubo de cada roda.

A grande questão envolvendo os rolamentos é que, quando não são de boa qualidade, ou quando ultrapassam os limites de sua vida útil, ou ainda quando são expostos a condições não previstas pelo fabricante, eles podem simplesmente trancar, gerando enormes problemas ao motorista. Na maioria dos casos, no entanto, antes que o problema atinja um ponto tão crítico, a peça irá apresentar sintomas como ruído e aquecimento. Diante de qualquer desses sinais, é preciso procurar um mecânico imediatamente.

No caso do alternador, um rolamento trancado impedirá, de imediato, que a bateria seja carregada. Porém, em alguns veículos, esse pode ser apenas o início de um ciclo capaz de levar ao rompimento da correia dentada e à fervura do motor.

Apesar disso, sob o ponto de vista de manutenção, os rolamentos mais críticos ainda são aqueles associados aos cubos de rodas e aos sistemas de eixos diferenciais, uma vez que um travamento nessa região levaria o carro a guinar súbita e violentamente para um dos lados. Se o problema se der numa das rodas dianteiras a velocidade relativamente alta, um acidente será praticamente inevitável.

Para evitar problemas desta natureza, o melhor é não esperar que os primeiros sintomas de desgaste comecem a aparecer. Em condições normais de uso, rolamentos duram mais de 40 mil km, mas é recomendável que eles sejam avaliados com metade desta quilometragem. E o mais importante: caso algum problema seja identificado, a peça jamais poderá ser recondicionada. Troque-a por uma nova, de marca reconhecida pelo mercado. Optar pela opção mais barata, neste caso, pode ser um péssimo negócio.

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