Mais verbas

Antônio Fernando

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Friburguense, jornalista, 65 anos, taurino e vascaíno. Antônio Fernando atuou em diversos veículos de Nova Friburgo e atualmente é redator das colunas Radar e Impressões onde ele deleita o leitor de A VOZ DA SERRA com suas visões peculiares sobre o mundo.

sábado, 25 de novembro de 2017

Mais verbas

 A retomada das articulações para aprovar a reforma da Previdência ainda este ano vai exigir do governo o pagamento de uma "fatura extra" de pelo menos R$ 14,5 bilhões em troca de votos. A conta pode crescer nas próximas semanas com medidas que incluem compensações a estados, ajuda a prefeitos e emendas parlamentares. O governo ainda está longe de reunir os 308 votos necessários para aprovar o texto, mas não desistiu de colocar a proposta em votação ainda este ano e já escalou seus principais líderes para conversas com bancadas nos próximos dias.

Confiança da indústria

A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) indicou em novembro o quinto avanço seguido com melhora tanto da situação atual quanto das expectativas, atingindo nível mais alto desde fevereiro de 2014. A prévia do ICI apontou alta de 2,7 pontos em novembro, chegando a 98,1 pontos, segundo a Fundação Getulio Vargas. Apontuação é a máxima obtida desde fevereiro de 2014 (98,3 pontos).

População brasileira

Homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 62 anos já podem ter acesso ao PIS/Pasep na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Os trabalhadores com conta corrente nas instituições recebem os créditos automaticamente. Anteriormente, a programação de atendimento da terceira fase de pagamentos das cotas do PIS/Pasep previa saques a partir de 14 de dezembro. Com a antecipação, mais de dois milhões de trabalhadores terão acesso aos recursos. O potencial de pagamentos desta terceira etapa é de quase R$ 4 bilhões.

Casa própria

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima que havia 69,2 milhões de domicílios no Brasil em 2016. Desse total, 86% eram casas (59,6 milhões) e 13,7%, apartamentos (9,5 milhões).

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Os domicílios próprios já pagos representavam 68,2% (47,2 milhões); 5,9% eram próprios, mas ainda estavam sendo pagos (4,1 milhões). Os domicílios alugados respondiam por 17,5% do total (12,1 milhões de domicílios), os cedidos representavam 8,2% (5,7 milhões de domicílios) e aqueles em outra condição, como, por exemplo, casos de invasão: 0,2% (143 mil domicílios).

A cor do Brasil

A Pnad Contínua 2016 também revelou que, no critério de declaração de cor ou raça, a maior parte da população brasileira é parda: são 95,9 milhões de pessoas, representando 46,7% do total. Em 2012, início da Pnad Contínua, esse percentual era 45,3%. O contingente de cor branca representava 44,2% do total populacional do país em 2016, com 90,9 milhões de pessoas. Em 2012, esse índice era de 46,6%. Mais 8,2% se declararam de cor preta, um total de 16,8 milhões de pessoas, no ano passado. Em 2012, eram 7,4%. Entre as grandes regiões do país, 76,8% da população do Sul se declaravam branca, 18,7%, parda e 3,8%, preta. Na Região Norte, 72,3% da população eram parda, 19,5%, branca e 7%, preta. Na Região Sudeste, a que tem a maior proporção de população residente, 52,2% disseram ser brancos, 37,6%, pardos e 9%, pretos.

Ensino profissionalizante

O Brasil está longe de cumprir a meta de expansão do ensino profissionalizante, o que pode exigir a revisão da meta prevista no Plano Nacional de Educação. O alerta está no relatório do senador Roberto Muniz (PP-BA). O documento faz uma análise da atual situação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e será votado na próxima semana pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Todos os anos, as comissões do Senado escolhem uma política pública do governo federal para avaliar e o Pronatec foi escolhido pela comissão em 2017.

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O estudo do senador lembra que a meta 11 do PNE prevê triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, com pelo menos 50% da expansão no segmento público. Até o ano de 2024 (data de cumprimento da meta), o Brasil deverá ter 5,22 milhões de vagas; porém, em 2016, existiam somente 1,77 milhão.

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