Leilão de aeroporto

Antônio Fernando

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Friburguense, jornalista, 65 anos, taurino e vascaíno. Antônio Fernando atuou em diversos veículos de Nova Friburgo e atualmente é redator das colunas Radar e Impressões onde ele deleita o leitor de A VOZ DA SERRA com suas visões peculiares sobre o mundo.

sábado, 19 de agosto de 2017

Leilão de aeroporto

Para melhorar o caixa, o governo pretende repassar à iniciativa privada, em 2018, a administração do aeroporto de Congonhas (SP), segundo mais movimentado do país. Além disso, também devem ser leiloados outros 12 terminais localizados nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Com a medida, que ainda está em estudo, o governo estima arrecadar mais de R$ 6 bilhões. Na semana passada, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, disse que a intenção do governo era leiloar 19 terminais.

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Contudo, em reunião no Palácio do Planalto foi analisada possiblidade da formação de três blocos, envolvendo 13 aeroportos. O anúncio oficial será feito após a reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que deve ocorrer no próximo dia 23.

Preços do mercado

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,03% na segunda prévia de agosto. A taxa é maior que a da segunda prévia de julho, que havia acusado deflação (queda de preços) de 0,71%. Apesar da inflação na segunda prévia de agosto, o IGP-M acumula deflações de 2,62% no ano e de 1,77% em 12 meses.

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Os três subíndices que compõem o índice registraram alta da taxa entre a segunda prévia de julho e a segunda prévia de agosto. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, continuou registrando deflação (-0,14%), mas em uma taxa mais moderada do que no mês anterior (-1,14%).

Economia otimista

O economista Maílson da Nóbrega está mais otimista que a média do mercado financeiro em relação à retomada da economia brasileira. Enquanto analistas ouvidos pelo Banco Central preveem crescimento de 2% para o país em 2018, Maílson cita uma taxa de 2,8%.

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O Banco Central informou esta semana que seu Índice de Atividade (IBC-Br) fechou o segundo trimestre deste ano com expansão de 0,25%. Ex-ministro da Fazenda do governo de José Sarney e sócio da Tendências Consultoria Integrada, Maílson prevê a aceleração da retomada neste segundo semestre, principalmente pela recuperação do consumo. "Agora, um crescimento mais robusto só virá quando começarmos um novo ciclo de investimentos", afirmou.

Previdência estadual

O Tesouro Nacional divulgou na quinta-feira, 17, o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais. O balanço aponta que o deficit previdenciário dos estados do Brasil obteve alta de 10% no ano de 2016. O que equivale em valores, de R$ 76,672 bilhões em 2015, para R$ 84,463 bilhões no ano passado.

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De acordo com o Tesouro Nacional, a elevação considerável do déficit é apenas um sintoma da insustentabilidade dos regimes de previdência social estaduais, já que cada vez o consumo dos recursos financeiros desses locais é maior.

Rio estagnado

Informações também divulgadas pelo Tesouro Nacional mostram que o Estado do Rio de Janeiro tem o pior quadro fiscal entre todos os estados do país. Dos seis estados que apresentavam as notas mais baixas (D ou D+) na classificação de saúde fiscal divulgada no boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, apenas o governo fluminense, que está há três anos estagnado nessa posição, não melhorou.

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Os Estados de Alagoas, Goiás e Mato Grosso do Sul subiram para classificação C. Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que enfrentaram situação financeira semelhante à do Rio, foram de D para D+ este ano. O Rio se mantém no nível D.

Desemprego recorde

O Rio de Janeiro encerrou o primeiro semestre de 2017 com uma população desempregada estimada em 1,3 milhão de pessoas, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada quinta-feira, 17. Segundo informações do IBGE, a taxa de desocupação no estado bateu recorde no 2º trimestre, chegando a 15,6% da população. No segundo trimestre de 2014, esta taxa era de 6,4%, menos da metade que o registrado agora.

Em relação ao primeiro semestre do ano passado, houve aumento de 4,3 pontos percentuais da taxa de desocupação no Rio. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o aumento foi de 1,1 p.p.

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