A VOZ DA SERRA, um sonho tornado realidade

Jornal fundado por Américo Ventura, hoje é dirigido por sua neta, Adriana Ventura
sábado, 06 de abril de 2019
por Jornal A Voz da Serra

Quando o jornal surgiu, em 1945, Nova Friburgo era uma simpática cidadezinha com uma população que girava em torno de 25 mil habitantes. Em sua primeira edição, o jornal ostentava o slogan “Semanário independente” e se apresentou:

"Daremos a Friburgo um órgão de feitio atraente, moderno e popular, com boas seções de informações e colaboração seleta que interprete com exatidão a alma de nossa gente… Estamos cônscios da importância que a pequena imprensa, a do interior, representa como força moral e construtiva quando tem a guiá-la superiores interesses como os que nos propomos a exercitar".

Em 1953, Américo Ventura Filho passa a responder oficialmente pelo jornal, sendo o seu cérebro e sua alma durante 20 anos. Acreditou no sonho e o levou adiante, com a cara e a coragem, por sua própria conta e risco. Nunca visou lucro. Queria que seu jornal saísse todas as semanas com matérias relevantes e só.

Sentia um imenso e justificado orgulho do jornal, exigindo que ele fosse coerente com sua forma de pensar, com um estilo único e crítico, sempre em defesa dos ideais de Nova Friburgo. Redigia todas as matérias de forma inconfundível. Tinha um estilo arguto e uma capacidade extraordinária de reconhecer uma notícia antes mesmo que sua importância fosse notada por outra pessoa.

Américo ficou à frente do jornal até sua morte, em 23 de fevereiro de 1973. Na edição seguinte, dias 3 e 4 de março, a primeira página foi totalmente dedicada a ele, com a seguinte manchete: "Tomba um homem". A matéria é contundente:

“Com a morte de Américo Ventura Filho, pode-se afirmar que foi encerrado um capítulo na história de Friburgo. Fibra, determinação e coragem nunca lhe faltaram… Vinha de uma época em que a palavra valia mais que documento assinado. Mas, como nenhum outro, soube penetrar nos tempos modernos, marcar presença..., sem nunca se deixar poluir, moral e espiritualmente, pelas decomposições e excessos do nosso tempo. Dizia Castro Alves que ‘quem cai, mas cai com glória, não cai, tomba nos braços da história’ Por isso, dizemos: Ventura tombou por glória de tudo o que foi nos braços da história de Nova Friburgo”.

Com sua morte, assumiu o filho Laercio Rangel Ventura que, com o auxílio valioso dos amigos Paulo Santos e Lúcio Flavo Gomes da Silva, levou adiante o sonho de Américo, até 2013, quando faleceu. Assume, então, a filha e neta Adriana Ventura. Não mais em uma “cidadezinha de 25 mil habitantes”, mas uma senhora cidade de 190 mil pessoas. Acompanhando os novos tempos e seguindo em frente.

No site do jornal, nossos leitores poderão acessar o vídeo comemorativo, gravado e editado pelo nosso produtor audiovisual Alan Andrade. Com imagens da sede, funcionários e depoimentos de parte da equipe:  jornalistas Alerrandre Barros, Henrique Amorim (editor-chefe), Guilherme Alt, Adriana Oliveira (editora do site), Deise Silva e Andrea Freze (diagramadoras), e Adriana Ventura (diretora). E ainda do amigo jornaleiro Chiquinho, cuja banca fica no início da Avenida Alberto Braune.

 

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