Vigilância interdita central de esterilização do Raul Sertã

Procedimentos de urgência ou emergência estão sendo realizados com material desinfetado em outros hospitais de Friburgo
segunda-feira, 12 de junho de 2017
por Márcio Madeira
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O centro cirúrgico do Raul Sertã: só para emergências, com esterilização em outros hospitais (Foto: Arquivo AVS)

Atendendo a solicitação do Ministério Público do Estado do Rio, a fiscalização da Vigilância Sanitária Estadual vistoriou e interditou, na tarde de sexta-feira, 9, a Central de Materiais e Esterilização (CME) do Hospital Municipal Raul Sertã. A avaliação da unidade havia sido recomendada no dia anterior, em caráter de urgência, pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Ministério Público de Nova Friburgo, a partir de denúncia apresentada por cirurgiões que se recusaram a operar sob circunstâncias que poderiam elevar a incidência de complicações operatórias infecciosas.

Em nota, a Superintendência de Vigilância Sanitária da Secretaria estadual de Saúde informa que “após vistoria realizada nesta sexta-feira, 9, interditou a central de esterilização do Hospital Municipal Raul Sertã. A interdição não impede o funcionamento da unidade para cirurgias de urgência e emergência, desde que estas sejam realizadas com material esterilizado em outras unidades de saúde em condições de funcionamento, e que o mesmo seja levado ao hospital em transporte adequado. As cirurgias eletivas (pré agendadas) estão suspensas.

"A Vigilância constatou a veracidade da denúncia feita pelos cirurgiões e interditou a central de esterilização”, afirmou à reportagem de A VOZ DA SERRA um médico que preferiu ter sua identidade preservada. “A esterilização para os procedimentos de urgência ou emergência está sendo feita nos hospitais São Lucas e Unimed. Os médicos estão conferindo cada material aberto para estes procedimentos, a fim de assegurar a segurança dos pacientes. Mas ainda existem vários outros problemas a serem resolvidos”, acrescentou.

Não existe prazo para que o CME volte a ser liberado. O Ministério Público investiga a denúncia de que cirurgiões teriam sido pressionados a realizar procedimentos, apesar do entendimento de que as condições oferecidas aos pacientes não eram satisfatoriamente seguras.

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