Verão: subcomandante do 6º GBM alerta para acidentes e afogamentos em cachoeiras

Corpo de Bombeiros não tem posto avançado na região de Lumiar e São Pedro da Serra
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
Verão: subcomandante do 6º GBM alerta para acidentes e afogamentos em cachoeiras

 

Oficialmente, o verão só começa nesta sexta-feira, 21, mas a temperatura já está alta também em Nova Friburgo. No último fim de semana os termômetros passaram dos 30 graus, isso depois de muita chuva e temperaturas oscilantes durante toda a primavera. Para amenizar o calor, muitos friburguenses buscam as cachoeiras e rios. Entre os locais mais procurados para os banhos refrescantes estão os distritos de Lumiar e São Pedro da Serra, a pouco mais de 30 minutos do Centro.

Devido ao aumento da movimentação de banhistas nestes espaços nesta época do ano, A VOZ DA SERRA procurou o 6º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) para tratar de um dos grandes perigos de todo o verão: os afogamentos. Apesar da cidade não estar entre as que receberão as ações do “Projeto Verão”, do Corpo de Bombeiros do estado, o subcomandante do quartel da corporação em Nova Friburgo, major Bruno França, deu dicas importantes para quem deseja aproveitar ao máximo os dias de sol, sem abrir mão da segurança.

Segundo o subcomandante, o período entre dezembro e fevereiro é quando são registrados mais casos de afogamento. Ele cita que somente em 2017, em todo o litoral do Rio de Janeiro (de Paraty a Campos dos Goytacazes) foram socorridas 41.555 pessoas, um aumento de 11,2% dos registros em relação a 2016.

Nova Friburgo não está entre essas estatísticas e não há um número grande de  afogamentos em seus rios e cachoeiras, mas mesmo assim o major adianta que a prevenção é sempre a melhor forma de evitar afogamentos. “Como a maioria dos corpos hídricos mais frequentados estão nos distritos de Lumiar e São Pedro da Serra e o Corpo de Bombeiros não tem um posto avançado na região, muitas vezes não somos chamados, em função da distância. Mas no município não há um número alto de casos que gere uma estatística. Os casos, são, em maioria, isolados e não há muitos registros de óbitos. Mas logicamente o Corpo de Bombeiros se preocupa com essa situação, porque não precisa haver estatística, uma vida já basta e é importante o suficiente para consciuentizarmos os banhistas quanto a necessidade de prevenção”, explica o subcomandante, ressaltando que em caso de afogamento a pessoa deve acionar o batalhão através da central 193.

  • Saber nadar é importante

Para se aventurar num rio ou em uma cachoeira, assim como em qualquer corpo hídrico, é importante que a pessoa saiba nadar. Muitas pessoas esquecem que nesses locais existe correnteza e se veem em situação complicadas quando puxadas para áreas mais profundas. Então, caso não saiba nadar, é orientado pelo major que a pessoa permaneça na parte rasa e use equipamentos flutuantes. “Vale salientar que a água doce tem uma densidade menor do que água do mar, o que diminui a flutuabilidade, ou seja, é mais fácil afundar”, complementa França.

Caso a pessoa seja arrastada pela correnteza, a dica do major é de que ela nade a favor da correnteza: “É preciso manter a calma e não nadar contra a correnteza, porque isso só vai aumentar o cansaço. O correto é nadar junto e em diagonal, o que chamamos de nado defensivo, onde a pessoa busca ir de encontro às margens e se proteger, especialmente a cabeça, enquanto é levada pela água, até ela conseguir alcançar uma área de remanso ou se agarrar nas margens e sair”.

  • Conhecer o local faz toda a diferença

“Antes de se aventurar em uma cachoeira ou rio é importante fazer uma avaliação do local, verificar a ocorrência de pedras, a velocidade e força da correnteza”, afirma o subcomandante, que ainda ressalta que todas as orientações feitas até mesmo por guardiões de piscina (profissional contratado para atuar em áreas privadas) devem ser seguidas a risca: “Deve-se respeitar os avisos, porque eles foram colocados ali em função de já terem sido constatados os riscos”.

  • Deve-se evitar nadar sozinho

Mesmo conhecendo o local é importante que pessoa tenha sempre companhia para nadar: “É bom estar com uma pessoa vigiando para o caso de acontecer alguma coisa. Esse parceiro poderá ajudar ou então pedir socorro, ninguém está livre de ter uma caimbra ou de passar mal”, afirma França. Ele ainda destaca que deve-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas e também de comidas pesadas antes de nadar.

  • Crianças: supervisão constante

As crianças estão entre o público mais vulnerável, por isso elas devem sempre estar sob supervisão de um adulto: “Existem muitos casos de afogamento de crianças em pouquíssima água. A lâmina d’água pequena é suficiente para ter risco, então é sempre fundamental a supervisão”. Além disso, a dica do major é sempre usar equipamentos flutuadores, de preferência coletes salva-vidas, ao invés de bóias infláveis: “Orientamos o uso de coletes nas crianças. Eles são feitos de material flutuante e rígido, porque as boias (de braço e cintura) podem furar ou esvaziar aos poucos, prejudicando a flutuabilidade. Especialmente nesses locais, existem galhos e pedras que podem contribuir para isso. No mais, o colete também permite que a criança tenha mais agilidade para nadar, com movimento amplo de braços e pernas”.

  • Cuidado ao caminhar entre pedras

Segundo o subcomandante, escorregar nas pedras é comum em cachoeiras. Sobre isso ele orienta que, se a pessoa não está com calçado adequado é melhor fazer o percurso descalço: “As pedras molhadas ou com limo podem causar quedas, por isso é preciso ter cuidado. Além de dar preferência a passar descalço, se não estiver com o calçado apropriado, o ideal é que pessoa use os quatro apoios: pés e mãos”.

  • Nunca mergulhe de cabeça

    O subcomandante alerta ainda que as pessoas nunca devem mergulhar de cabeça nesses locais: “Existe uma profundidade mínima para a pessoa arriscar um mergulho de cabeça. E em rios e cachoeiras é grande a ocorrência de pedras, mesmo em área mais profundas”.

 

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