Vaquinha e mutirão ajudam família a construir casa perdida em acidente

Três meses após capotagem de caminhão na Serramar, vizinhos juntam forças para concluir obra em Lumiar
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
A casa em destroços após o acidente com o caminhão (Arquivo AVS)
A casa em destroços após o acidente com o caminhão (Arquivo AVS)

Um grupo de amigos de Lumiar está fazendo uma vaquinha - física e online - para construir um novo teto para a família do vidraceiro Max Muller Gomes Klein, que completará 25 anos na véspera deste Natal e perdeu a casa destruída por um caminhão que tombou na Serramar, em setembro deste ano. O acidente matou o motorista e deixou três pessoas da família feridas. Um garoto de 12 anos faz fisioterapia até hoje para tratar as sequelas. A avó, de 90 anos, ficou paraplégica.

A família já conseguiu o terreno e parte do material de construção. Dez pessoas estão dividindo o aluguel de R$ 500 onde a família está morando provisoriamente. Quem está liderando o mutirão é a aposentada Ana Beatriz Palhano, a Bia, moradora da localidade de Palmital, a 2km do local do acidente.

A meta, segundo Bia, é vender 320 cotas de R$ 25 cada uma para terminar a laje. Destas, 125 já foram assumidas, sendo 105 pagas. A vaquinha na internet, intitulada “Mutirão para a  construção da casinha do Max" (CONTRIBUA CLICANDO AQUI) tem a meta de arrecadar R$ 15 mil, em dois meses, para concluir a obra, já iniciada. Um grupo criado no WhatsApp acompanha cada etapa da obra através da troca de informações para o envio de material e a atualização de planilhas.

Acesse o link da vaquinha clicando aqui!!!

O mutirão de construção da casa conta também com a ajuda de vizinhos, que emprestam suas habilidades. “Minha contribuição pessoal foi fazer o projeto estrutural para um terreno de encosta e também o arquitetônico, com especificações e relação do material. E também consultoria para o chefe da família (José Carlos Klein, pai de Max), que é pedreiro e está tocando a obra”, conta o técnico em cálculo estrutural e eletricista Luiz Fernando Graça Melo, hoje especializado em energia fotovoltaica.

“Quando ocorreu o acidente no Km 14 da RJ-142, muitas pessoas da comunidade doaram roupas, utensílios domésticos, geladeira, fogão, TV, fraldas, camas, roupa de cama. A dona da casa, Maria Zenilda Gomes Paixão, e sua mãe de 90 anos ficaram hospitalizadas durante três meses no Hospital  Municipal Raul Sertã, enquanto o sobrinho Taiã, de 12 anos, ficou internado em São Gonçalo, sendo submetido a cirurgias de reconstituição. Infelizmente o motorista faleceu, assim como os animais da casa. Hoje um grupo se cotiza para pagar o aluguel de uma casinha, e outro para as sessões de fisioterapia de Taiã. Agora receberam de um tio um terreno para que possam construir uma casinha. Vamos ajudá-los”, diz Bia. 

A irmã dela, Virgínia Palhano, se encarrega das plantas da obra. Empresários do ramo da construção civil também estão doando materiais.

Relembre o caso

O acidente aconteceu  no início da tarde de uma segunda-feira, 9 de setembro, no Km 14 da RJ-142, na localidade de Santiago, altura do Bambu Rio, no distrito de Lumiar. Segundo testemunhas, um caminhão que carregava toras de madeira teria perdido o freio e capotado em cima de uma casa às margens da rodovia, destruindo completamente o imóvel e atingindo as pessoas que estavam em seu interior. O motorista morreu na hora e três pessoas que estavam na casa ficaram feridas, sendo Taiuã em estado grave.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o caminhoneiro perdeu o controle do veículo ao passar por um quebra-molas.

 

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