Unidades de Proteção Comunitária começam a ser desmontadas

Contêineres serviam de base de apoio para população de área de risco
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
por Dayane Emrich
Foto de capa
Praça 1º de Março (Foto: Henrique Pìnheiro)

Depois de mais de dez meses sem ser utilizada, uma das Unidades de Proteção Comunitária (UPCs), situada na Praça 1º de Março, na Vilage, começou a ser desmontada esta semana. No local permanece apenas a estrutura metálica — equipamentos, portas, janelas e até as paredes já foram removidas.

Instaladas em 2013, com o objetivo de servir como base de apoio para população de áreas de riscos, as unidades faziam parte de um projeto de prevenção a desastres naturais e foi uma das respostas do governo estadual a tragédia climática que atingiu Nova Friburgo e outros municípios da Região Serrana em 2011.

No entanto, as unidades foram desativadas em fevereiro do ano passado por causa da crise econômica vivida pelo estado e a queda na arrecadação. Na época, a secretaria estadual de Defesa Civil explicou que as estruturas eram alugadas e cada uma custava R$ 2.664,65 por mês, em todos os municípios, e que a devolução dos contêineres geraria uma economia de R$ 1,3 milhão por ano aos cofres do governo estadual.

Desde então, entretanto, apenas uma das 20 estruturas que existem na cidade havia sido retirada. Ainda assim, porque o proprietário do terreno onde ela estava instalada, no bairro Jardinlândia, precisava do espaço e a desmontou por conta própria.

As demais unidades, que em sua maioria, vêm sendo alvo de vandalismo, ainda precisam ser retiradas. Elas estão localizadas nos bairros Jardim Ouro Preto, Cordoeira, Tingly, Rui Sanglard, Chácara do Paraíso, Catarcione, Santa Inês/Tauru, Jardim Califórnia, Olaria/Barroso, Córrego Dantas, Prainha, Campo do Coelho, Granja Spinelli, Floresta/Três Irmãos, São Geraldo, Santa Bernadete, Duas Pedras e Riograndina/Maringá.

A equipe de reportagem de  A VOZ DA SERRA entrou em contato novamente com as secretarias estadual e municipal de Defesa Civil para saber,  por exemplo, sobre prazos para a retirada da estrutura, uma possível remodelação do projeto e ou alternativas ao serviço mas, até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

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