Uma família completa e harmoniosa formada em apenas 15 dias

Casal com 4 filhos de outros casamentos se junta e todos encontram sob o mesmo teto uma afinidade ímpar
sábado, 09 de dezembro de 2017
por Guilherme Alt
Foto de capa
A família
Onde há amor, há uma família. Seja ela composta por quem quer que seja. E elas surgem das mais diferentes maneiras. Muitas vezes, uma família surge dentro de outra. Como é o caso de Paulo Veiga e Aracele Lima e os filhos Peterson (18 anos), Pâmela (16), Gabrielly Veiga (12) e Ryan Lima (9).

“Os quatro se dão super bem, se tratam como irmãos de sangue. Eu ganhei mais três filhos e a Aracele ganhou mais uma filha”

Paulo Veiga

O amor do casal juntou não apenas as escovas de dentes de cada um, mas também, sob o mesmo teto, as dos três filhos de Aracele e a da filha de Paulinho. “Nos conhecemos pelo Facebook, em 2014, e, depois de 15 dias, decidimos morar juntos. Eu com a minha filha, que fica comigo nos fins de semana, e ela com os três filhos. Somos uma família. Os quatro se dão super bem, se tratam como irmãos de sangue. Eu ganhei mais três filhos e a Aracele ganhou mais uma filha”, conta Paulinho.

Um caso raro de amor à primeira vista e que passou por momentos de provação, prontamente superados. “O Paulinho foi trabalhar em Rio das Ostras por quase dois anos. Víamos-nos muito pouco, mas nada abalou o relacionamento que nós temos. E quando eu digo “nós”, quero dizer eu e os nossos filhos”, diz Aracele.

“Pai” é como os filhos de Aracele chamam Paulinho. A relação de proximidade e de carinho fez com que Peterson, Pâmela e Ryan ganhassem um segundo pai. “O Ryan, que é o mais novo, perdeu o pai muito cedo, teve pouco contato com ele. Dos três, é o mais apegado a mim. Temos interesses em comum, como o gosto pelo samba. O Peterson é meu amigão, gosta muito de hip hop, que é um estilo que eu curto também. Trocamos muita ideia sobre isso, fazemos letras, rimas... A Pâmela também é muito próxima, a mesma coisa. Eles me adotaram como pai e eu os adotei como filhos. Os três são meus filhos”.

“Mãe” é como Gabrielly chama Aracele. “Eu sou muito apegada a ela, e a Gabi a mim. Nos damos muito bem. Ela mora com a mãe, mas está aqui em casa a cada 15 dias e as vezes até mais. Nossos filhos são a alegria da casa. O caçula (Ryan) é o Paulo escrito. Não são pai e filho no sangue, mas isso é um detalhe. O gosto pelo samba e por hip hop, pela dança, o próprio jeito de ser, eles são idênticos. Pâmela e Peterson se dão muito bem com ele. Eles são parceiros. Eu sou aquela mãezona, que está atenta aos detalhes, que briga, chama atenção, pegajosa, a típica mãe. O Paulinho fala a língua deles melhor do que eu. Cada um se completa do seu jeito”.

Realmente o caso do caçula é o mais emblemático na família. Paulinho é conhecido por seu gosto pelo samba, sendo inclusive figurinha certa no carnaval friburguense, como destaque da Unidos da Saudade e no bloco Globo de Ouro, além de ter um grupo de dança, o Falando no Pé. O cinegrafista nem precisou fazer esforço para introduzir Ryan às suas paixões. O menino de 9 anos pegou gosto e, além de frequentar os ensaios, desfilar com o pai no carnaval, escrever letras de hip hop, ele também faz parte do grupo de dança de Paulinho.

A família que fala a mesma língua, dança junto e foi formada em 15 dias tem um histórico de “adoção”. “Da mesma forma que os filhos da Aracele me adotaram como pai e eu os adotei como filhos, há muitos anos aconteceu algo parecido comigo. A minha paixão por ser cinegrafista veio através do Gerson Gonçalo, que trabalhou por muito tempo na prefeitura. Ele me adotou como filho e eu o adotei como pai. Nós temos uma ligação muito forte. Ele me ensinou tudo o que eu sei. Eu tenho uma paixão muito grande por ele”.

 

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