Últimos dias de férias impulsionam vendas de material escolar

Mais atentos, consumidores têm intensificado pesquisas e criado novas estratégias para economizar
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
por Karine Knust
Foto de capa

Se até os últimos dias a busca por material escolar ainda estava aquém do que é esperado para o período, nesta semana o movimento nas papelarias da cidade está aumentando consideravelmente. É que entra ano e sai ano e o costume da maioria dos brasileiros permanece igual: deixar tudo para cima da hora.

Apesar dessa correria, é preciso admitir que o povo tem ficado cada vez mais consciente no que diz respeito a necessidade de avaliar os fatores custo-benefício antes de efetuar a compra. Pelo menos, é o que afirma a proprietária de uma das papelarias do centro da cidade, Caroline Guimarães.

 “O que temos percebido é que os clientes têm pesquisado mais. E isso não apenas no que diz respeito a comprar sempre o que é mais barato, pelo contrário, o consumidor têm se preocupado em adquirir produtos de maior qualidade. Eles estão buscando preço, mas em compensação tem priorizado itens melhores”, observa a empresária.

 A dona de casa Dina Lima, mãe de Lívia, de 13 anos, é uma das exceções quando o assunto é ir às compras. Para garantir as melhores oportunidades, ela afirma que procura visitar as papelarias com antecedência. “No começo de janeiro as lojas estão cheias de novidades, mas ainda com pouco movimento. Esse é o momento ideal para comprar com calma e sem arrependimentos. Esse ano nós ainda aproveitamos para garantir alguns itens da lista durante as férias em São Paulo e só viemos a papelaria para comprar o restante que faltou”, conta Dina.

Sempre com a presença de Lívia na hora de encontrar o material escolar, Dina afirma que levar a filha para ir as compras não é problema. Pelo menos não no caso delas. “Lívia é muito tranquila. Nós sempre tentamos manter o equilíbrio de dar prioridade ao que agrade a ela e ao que, ao mesmo tempo, se encaixa no orçamento. Tem dado certo”, celebra Dina. “Consegui achar o que queria no valor que a gente pode gastar”, acrescenta feliz Lívia.

Driblando os gastos

O preço médio do material escolar subiu abaixo da inflação este ano, afirma o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Ainda assim, procurar economizar nunca é demais. Mas engana-se quem pensa que pesquisar é a única atitude a ser tomada para fazer com que a compra do material não extrapole o orçamento. Muitos responsáveis ainda utilizam uma dose extra de criatividade e disposição para garantir que os estudantes levem para a escola os itens necessários sem que, para isso, seja preciso criar um problema financeiro.

É o caso da professora Márcia Lobosco, mãe do Miguel, de 13 anos, e Augusto, de 12. Para ela, o lema é reaproveitamento. “Olho item por item do que foi usado no ano anterior, verificando a possibilidade de reaproveitamento. Mochila, estojo, pastas e tudo o que for possível. Restauro a mochila, quando é possível - já conseguimos ficar três anos com a mesma - e tênis também para trocar só mesmo por causa de tamanho”, conta ela acrescentando que “Temos uma rede com colegas para troca de livros e ainda fazemos isso com uniformes, pois muitas vezes as peças estão boas e ficam apenas curtas ou apertadas”.

A assistente social Simone Lell, mãe da adolescente Gabriella, de 14 anos, também busca economizar no que pode. Para isso, é adepta dos bazares de livros. “Sempre vendo e compro livros usados. O colégio está constantemente atualizando livros, mas nunca de todas as matérias, então sempre dá para reaproveitar algum. Felizmente a Gabriella já passou dessa fase de querer itens de personagens infantis, mas mesmo naquela época nós éramos adeptas da customização de cadernos. Ficavam lindos, com a cara dela e bem mais baratos”.

Pagando pela marca

Além de ser preciso pesquisar preços entre papelarias, os consumidores devem ficar atentos a outro detalhe: as marcas. Os produtos licenciados - aqueles com personagens famosos do universo infantil ou adolescente - por exemplo, costumam ser muito mais caros do que os mesmos itens em versões mais simples.

Caso dos cadernos: o modelo básico de uma matéria - 96 folhas - pode sair por R$ 3,99 enquanto a versão licenciada do mesmo item pode custar cerca de R$ 25. O mesmo acontece com a mochila. Em uma papelaria do centro da cidade, a versão mais barata custa R$ 25 enquanto a mais cara pode ser superior a R$ 400. Uma diferença que chega a 1.500%.

Dentre os personagens mais procurados dessa volta às aulas, segundo os lojistas, estão “Lady Bug”, “Patrulha Canina”, “Os Vingadores” e “Barbie”. Sem esquecer é claro do simpático unicórnio, que tem virado febre entre pessoas de todas as idades.

Fique de olho

Apesar dos consumidores estarem cada vez mais atentos, a lista de material escolar distribuída pelas escolas podem conter armadilhas. Por isso, o Procon de Nova Friburgo tem disponibilizado algumas orientações nas redes sociais. Dentre elas estão: o direito a liberdade de escolher onde e qual marca de produto adquirir; além da proibição da inclusão de materiais de uso comum na lista - como copos descartáveis e produtos de higiene. A lista completa de orientações está disponível na página oficial “Procon - Nova Friburgo”, no Facebook. Por lá o consumidor também pode tirar dúvidas e fazer denúncias.  

 

LEIA MAIS

Categoria vai propor correção real dos pisos salariais e pagamento de reajustes retroativos. Aulas voltam ao normal nesta quarta

Para prefeitura, maioria dos profissionais aceita proposta do governo. Nesta terça, categoria vota continuidade da greve

Categoria rejeita parte da proposta feita pelo prefeito Renato Bravo. Nova assembleia está marcada para terça

Publicidade
Agora Faz
TAGS: Educação