Servidores da UFF entram em greve também em Friburgo

Paralisação é em protesto contra a reforma trabalhista que entrou em vigor este mês
terça-feira, 28 de novembro de 2017
por Guilherme Alt
Foto de capa

Os técnicos administrativos da Universidade Federal Fluminense decidiram cruzar os braços e o campus de Nova Friburgo, assim como todas as demais unidades da UFF no Estado do Rio de Janeiro, é afetada. Os técnicos administrativos atuam nas diversas áreas da universidade como secretarias, coordenações, recursos humanos, entre outros.

De acordo com os servidores, a greve é uma resposta dos trabalhadores as recentes mudanças promovidas pelo governo federal, como a suspensão de concursos, o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, o adiamento do reajuste dos servidores, a reestruturação de carreiras, a extinção de cargos, a redução do piso salarial e a revisão de pagamentos de verbas como auxílio-alimentação.

Ainda segundo os grevistas, já está no Senado Federal, o projeto de lei suplementar 116 que  prevê a demissão do cargo por insuficiência de desempenho. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça  (CCJ). O projeto de lei 248/98, que disciplina a perda de cargo público por insuficiência de desempenho do servidor público estável, também está em curso.

A pauta de reivindicações

São motivos da greve também, a defesa da carreira, negociação salarial, a luta por nenhum direito a menos, repúdio ao aumento da contribuição previdenciária, não à Reforma da Previdência, revogação do PDV (Plano de Demissão Voluntária), em defesa do ensino superior público, gratuito e de qualidade, dos serviços públicos, contra a demissão por avaliação negativa (fim da estabilidade), em defesa dos hospitais universitários e pela revogação da reforma trabalhista em vigor no país desde o último dia 11..

Cerca de 200 mil técnicos das instituições federais de ensino em todo o país reivindicam abertura de diálogo com o governo, após a quebra do Termo de Acordo assinado em 2015. Até momento, de 63 instituições de ensino superior, 38 aderiram à greve no país, algumas ainda realizam assembleias.

Na manhã da última segunda-feira, 27, os servidores realizaram um protesto em Brasília e fecharam os portões do Ministério de Planejamento para forçar uma reunião. Ontem, 28, os grevistas participaram de uma marcha com servidores de todo o país.

 

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