Selo do bicentenário da imigração suíça é lançado nesta quarta

Também será aberta a exposição “A imigração da Suíça de 1818 aos nossos dias”, na Fundação D. João VI
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)
O selo dos 200 anos da imigração (Reprodução)
O selo dos 200 anos da imigração (Reprodução)

O Agosto Suíço já passou, mas as celebrações pelos 200 anos da imigração suíça no Brasil seguem em Nova Friburgo. Nesta quarta-feira, 11, às 10h, será aberta a exposição “A imigração da Suíça de 1818 aos nossos dias”, na Fundação D. João VI, no Centro, além do lançamento oficial do selo do bicentenário da imigração, pelos Correios.

Estão confirmadas as presenças do cônsul geral da Suíça no Rio de Janeiro, Rudolf Wyss, da gerente de atividades de atendimento dos Correios, Juliana Barbi, que estará representando o superintendente de operações do Rio de Janeiro dos Correios, Marco Aurélio Gomes de Souza, além de autoridades municipais e da região, da Associação das Colônias de Nova Friburgo (Ascofri), da Colônia Suíça de Nova Friburgo e das outras nove colônias de povos formadores de Nova Friburgo.

A exposição “A imigração da Suíça de 1818 aos nossos dias” apresentará painéis de fotos da Suíça de 1818 e de famílias de imigrantes, além da publicação do acordo autorizando a imigração e as cidades por onde a mostra passará. Por fim, a exposição também terá fotos atuais da Suíça e detalhes do samba enredo “Um conto marcado no tempo - O olhar suíço de Clóvis Bornay”, de 2015, apresentado pela escola de samba carioca Unidos da Tijuca, em homenagem à Suíça.

O selo pelo bicentenário da imigração suíça

A criação do selo em homenagem ao bicentenário da imigração suíça foi uma iniciativa da Associação Nova Friburgo-Fribourg, da Casa Suíça e da Colônia Suíça de Nova Friburgo, com apoio da Fundação D. João VI. A arte impressa no selo foi uma doação da Layout DMP, desenvolvida pessoalmente pelo diretor da agência, José Manoel.

“A ilustração busca exprimir a longa trajetória dos primeiros colonos suíços até a chegada ao Brasil, retratando as dificuldades desse percurso, que vitimou centenas de imigrantes. A arte retrata os Alpes Suíços se fundindo com o Cão Sentado, paisagens tradicionais e características da Suíça e de Nova Friburgo representando a grande aventura que foi aquela viagem”, explica José Manoel sobre o conceito da arte.

A expectativa é de que o selo já seja emitido pelos Correios a partir desta quarta-feira, fazendo parte das emissões postais comemorativas especiais de 2019, com o tema “Relações Diplomáticas: Brasil – Suíça – 200 anos da imigração suíça ao Brasil”. A história de Nova Friburgo teve seu início em 1818, quando Dom João VI autorizou, a imigração de 100 famílias suíças provenientes do Cantão de Fribourg, para a colonização agrícola da Fazenda do Morro Queimado. Do total de 2.006 emigrantes que saíram da Suíça, somente 1.621 chegaram em Nova Friburgo. Devido às condições precárias antes e durante a viagem que agravaram o estado de saúde da população, 385 morreram no percurso.

 

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