Saiba por que agora é preciso apresentar documentos para receber vacinas de rotina

Sistema vai mapear cobertura vacinal e garantir repasses financeiros para ações de imunização nos municípios
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)
Saiba por que agora é preciso apresentar documentos para receber vacinas de rotina

 

De acordo com orientação do Ministério da Saúde, a partir de dezembro haverá mudança no sistema de informação que registra dados da vacinação nos municípios brasileiros. Esses dados deverão ser, obrigatoriamente, informatizados porque são utilizados como base para o envio de vacinas aos municípios. Diante disso, cada cidadão terá que apresentar os documentos exigidos para receber doses das vacinas disponibilizadas na rede pública de saúde.

Com isso, a partir desta segunda-feira, 2, todos os usuários que buscarem por vacinas da rotina nos postos de saúde deverão, apresentar os documentos obrigatórios: caderneta de vacinação, identidade ou certidão de nascimento, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovante de vacina e comprovante de residência. Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde possui três salas de vacinação em funcionamento: nos postos de Saúde do Suspiro e Olaria, que atendem no horário entre 8h e 16h, e a Estratégia de Saúde de São Geraldo, que atende toda terça e quinta-feira, das 8h às 16.

Além de proporcionar um acompanhamento oficial e mais preciso sobre a cobertura vacinal no município, o cadastramento permitirá a criação de uma caderneta de vacinação online, facilitando consultas individuais sobre a imunização de rotina e campanhas. Para esclarecer detalhes dessa determinação do Ministério da Saúde, A VOZ DA SERRA ouviu a subsecretária de Vigilância em Saúde do município, Fabíola Braz Penna, que explicou a importância do comparecimento de todos para levar a documentação exigida, já que o envio de vacinas e reposição de estoque no município agora dependem da alimentação desses dados.

A VOZ DA SERRA: Por que essa nova determinação do Ministério da Saúde é tão importante?

Fabíola Penna: Já era para as salas de vacinação estarem informatizadas. Agora estamos correndo contra o tempo. O Ministério da Saúde unificou os sistemas de informação sobre vacina e a gente precisa informatizar as salas e os dados de vacinação. Não basta mais a pessoa chegar com o cartão de vacinação e registrarmos isso por escrito. Agora precisa ficar registrado no sistema, que além de disponibilizar as cadernetas de vacinação de forma online, também vai possibilitar que o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde visualizem nossa cobertura vacinal e nosso estoque gasto, para podermos ter a possibilidade de reposição. Se a gente descumprir essa determinação, corremos o risco de perder recursos financeiros e ficar sem abastecimento de vacina no município.

Nem todas as vacinas exigiam a apresentação de documentos. Como funcionava até agora?

A pessoa chegava na sala de vacinação e o cartão era preenchido com a dose que ela fez no dia. Com base nisso, era feito uma estatística que a gente contabilizava apenas o número de doses aplicadas. Não tínhamos os dados da pessoa com as informações completas. E era com base nisso que informávamos à Secretaria Estadual de Saúde sobre nossa cobertura vacinal.

Ao longo da vida, muita gente perde ou não sabe onde guardou a caderneta de vacinação. Como proceder nesses casos?

Esse é um assunto importantíssimo. Enquanto cidadãos, temos que ter a consciência que a caderneta de vacinação é um documento, assim como a identidade e o CPF. Quando a pessoa perde o cartão e toma a vacina novamente, está se expondo ao risco de ter uma reação, porque já teve um contato anterior com a vacina. Além disso, é um dinheiro público jogado fora, porque gastamos uma dose, quando ela poderia imunizar outra pessoa. E vacina não é algo barato. Mas quem não tiver o cartão, basta procurar uma das salas de vacinação que vamos abrir um novo cartão. A partir dali a pessoa vai guardar esse documento porque vai precisar dele novamente. Então todos que forem à sala de vacinação, independente da faixa etária, precisam levar os documentos a partir do dia 2 de dezembro.

Nos casos de perda da caderneta de vacinação é preciso tomar as vacinas novamente?

Todas, não. Porém, todo adulto tem seu calendário de rotina, que é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, a antitetânica e a hepatite B. Todo adulto precisa estar com pelo menos essas três vacinas em dia para estar protegido contra essas doenças.

Então, em resumo, as pessoas devem procurar as salas de vacinação portando os documentos agora exigidos para que o município esteja apto a receber o número de doses necessárias para imunizar a população friburguense. Correto?

Exatamente. Esse sistema é importantíssimo porque aqueles dados ficarão consolidados online e a qualquer momento poderão ser acionados. Além disso, tanto o Estado quanto o Ministério da Saúde vão visualizar as doses que estamos consumindo e que precisam ser reabastecidas. Todo o ano, todos os municípios têm metas a cumprir. E uma das principais é a cobertura vacinal. Então esse sistema também vai permitir a visualização dessa cobertura e o repasse financeiro para que o município possa dar continuidade às ações de imunização.

Este sábado, 30, é o Dia D de vacinação contra o sarampo. A recomendação é que as pessoas já compareçam às salas de vacinação com os documentos exigidos pelo Ministério da Saúde?

Apesar de estarmos pedindo esses documentos somente a partir do dia 2 de dezembro, quem já for aos postos neste Dia D pode levar os documentos que eles já serão recebidos pelas nossas equipes.  E quem perdeu a caderneta de vacinação deve tomar a dose novamente e abrir um novo esquema vacinal. 

 

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TAGS: saúde | vacina