Rio das Ostras e Cabo Frio elegem novos prefeitos

Eleições suplementares foram realizadas após ex-representantes terem mandatos cassados pelo TSE
segunda-feira, 25 de junho de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
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Marcelino da Farmácia, o novo prefeito de Rio das Ostras

Marcelino da Farmácia (PV) e Dr. Adriano (Rede) foram eleitos, respectivamente, prefeito de Rio das Ostras e Cabo Frio, na Região dos Lagos, nas eleições suplementares realizadas no último domingo, 24. Em abril, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou os mandatos dos ex-representantes.

A diplomação dos eleitos deve ocorrer até o dia 16 de julho, em datas a serem definidas em cada município por juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Em seguida, caberá às Câmaras Municipais organizarem as cerimônias de posse. Os mandatos dos eleitos vão até dezembro de 2020.

Em Rio das Ostras, Marcelino teve 24.179 mil votos. Em segundo lugar ficou Dr. Fábio Simões, com 9.605 mil votos; seguido de Deucimar Talon (PRP), 9.512 votos; Flávio Poggian (PSD), 2.534 votos; Winnie Freitas (Psol), 1.516 votos; e Gelson Apicelo (PDT), com 784 votos.

Estavam aptos a votar 70.489 eleitores, mas houve abstenção de 9.788, o que representa 20,87%. Ao longo do dia, de acordo com o TRE-RJ, ocorreram seis detenções, sendo cinco por boca de urna e uma por desacato. Além disso, 15 urnas eletrônicas foram substituídas por problemas técnicos.

Carlos Augusto Balthazar (MDB), então prefeito de Rio das Ostras desde 2012, teve o mandato cassado por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2008. O TSE considerou que ele estava inelegível por oito anos e, por isso, não estaria apto a solicitar registro de candidatura para as eleições de 2016.

Já em Cabo Frio, Dr. Adriano (foto) superou três concorrentes. Ele teve 34.529 votos, o que representa, 68,58% dos votos válidos. Rafael Peçanha (PDT) ficou em segundo lugar com 14.113 votos, seguido de Leonardo Cunha (PSOL), com 1.068 votos, e Carlão (PHS), com 638 votos. Nulos e brancos somavam 43,87% do total.

Ao todo, 145.158 eleitores podiam votar, mas a abstenção alcançou 33,96%, isto é, 12.014 não compareceram à sessão. Segundo o TRE-RJ, não houve detenções. Um total de 16 urnas foram substituídas por problemas técnicos.

A eleição suplementar foi convocada na cidade depois que Marquinho Mendes (MDB), prefeito desde 2012, também teve o mandato cassado. As contas do seu primeiro governo (2008-2012) foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), por isso, ele ficou inelegível e não poderia ter se candidatado em 2016.

Apesar de ter sido cassado, Mendes reapresentou sua candidatura para a eleição suplementar deste ano, mas o TRE-RJ a indeferiu. Como ainda cabe recurso, o nome dele apareceu na urna, mas os votos não foram contabilizados. O mesmo ocorreu com Cristina Fernandes (PSDB) que teve registro indeferido porque a convenção partidária ocorreu fora do prazo.

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