Rio Bengalas passa por “faxina” neste sábado

Ação do Lions Clube e da prefeitura faz parte do Dia Mundial da Limpeza
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
Pneu no leito do Bengalas já com musgo devido à ação do tempo (Arquivo AVS)
Pneu no leito do Bengalas já com musgo devido à ação do tempo (Arquivo AVS)

Neste sábado, 15, é celebrado o Dia Mundial da Limpeza. Em Nova Friburgo, para homenagear a data, uma ação para recolher lixo no Rio Bengalas, que corta o centro da cidade, será realizada pelas secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Semmadus), Serviços Públicos e de Ordem e Mobilidade Urbana e o Lions Clube de Nova Friburgo.

A cidade vive uma verdadeira guerra contra o despejo irregular de lixo no leito do Bengalas, no meio da vegetação e em ruas de diversos bairros. De acordo com a presidente do Lions Clube Nova Friburgo, Eliane Carvalho, e com o subsecretário de Planejamento Urbano da Semmadus, Alexandre Sanglard, a ação objetiva cumprir a meta da presidência internacional desse clube de serviço no sentido de preservar o meio ambiente e colaborar com o município para uma qualidade de vida melhor.

A concentração dos integrantes do Lions Clube, prefeitura e voluntários está marcada para as 9h na Praça do Suspiro, de onde sairão para a limpeza que terá início na Ponte Sete de Setembro seguindo até em frente à Igreja Luterana. Mais informações sobre a ação em Nova Friburgo do Dia Mundial da Limpeza na sede do Lions Clube, situado na Praça Getúlio Vargas, 71, no Centro, ou na Secretaria de Meio Ambiente, que funciona na Avenida Alberto Braune, 223, em prédio anexo à prefeitura, ou pelo telefone 2525-9117.

Cônego e Cascatinha

Em julho A VOZ DA SERRA acompanhou o descaso na Rua Vital Brasil, no Cônego - que sofria com descarte de entulhos de diversas formas. No local, foram encontrados móveis como estantes, sofás, armários, eletrodomésticos, diversos CD’s, entulhos de obras e diversos sacos contendo retalhos de confecção. Algumas semanas após alguns contatos com a prefeitura e duas matérias depois, os caminhões do poder executivo estiveram no local realizando uma limpeza e retirando todo o lixo.

Importante frisar que, a questão é comportamental. O poder público pode e deve auxiliar na fiscalização e limpeza das áreas, mas sobretudo nós, os cidadãos, devemos zelar pelas nossas ruas e nossos patrimônios. A região do Cônego e Cascatinha constantemente sofre com lixo jogado de forma irregular. Em ambientes onde a natureza deveria reinar, o verde das árvores, a transparência das águas que deveriam ser limpas e límpidas perde espaço para o branco de sacolas, pratos plásticos, vidros de garrafas de bebidas alcoólicas, bolas. Muitos desses objetos podem ser observados na cachoeira da Adutora no bairro Cascatinha, extensão do Rio Bengalas, e outros bairros.

À época, a Prefeitura de Nova Friburgo informou que o contrato com a EBMA contempla a coleta de lixo doméstico, que deve estar devidamente acondicionado em sacolas plásticas e descartado nos pontos de coleta nos horários estabelecidos para isso. Retalhos, entulhos, e qualquer outro tipo de material que não se enquadra no segmento de lixo doméstico não é de competência da empresa e nem da municipalidade recolher, mas sim do próprio gerador, que deve contratar uma empresa legalizada para atuar com o serviço de caçamba e realizar o descarte adequado deles.

A prefeitura informou ainda que, embora não tenha obrigação legal de fazer este serviço, não tem medido esforços para sanar o problema para que a cidade não seja prejudicada pela grande quantidade de entulho descartada irregularmente, mas que ainda não esteve na localidade mencionada  para fazer o recolhimento por conta de dificuldades com mão de obra para atender a grande demanda. E por isso, reforça a importância da conscientização de todos na hora de descartar os resíduos, apelando, inclusive, para o pleno exercício da cidadania, uma vez que, o descarte de lixo feito de maneira equivocada, causa uma série de prejuízos para o meio ambiente e também a sociedade, que sente na própria saúde as conseqüências do ato irresponsável, que propicia a proliferação de doenças como dengue, chikungunya, entre outros.

Vale ainda frisar que o descarte irregular de lixos e entulhos é considerado um crime ambiental, passível de multa (que pode variar de R$ 3 a R$ 4 mil) e detenção de quem for pego em flagrante.

 

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