Problemas estruturais

terça-feira, 09 de maio de 2017
por Jornal A Voz da Serra

DESDE a tragédia de 2011, Nova Friburgo está em busca permanente por obras de recuperação da cidade, incluindo aí a malha viária do município. Manter as ruas sem buracos é compromisso de todas as prefeituras e reclamado pela população em quase todas as cidades. Agora mesmo, uma parceria entre a prefeitura e o Departamento de Estradas de Rodagem deu início à recuperação da RJ-150 (Amparo) e deverá continuar por bairros e distritos.

ANUALMENTE os governos lançam as conhecidas obras emergenciais para tapar buracos em milhares de quilômetros de rodovias nos estados brasileiros. Um buraco tapado hoje será novamente remendado em 2018. São obras que duram apenas um ano e custam milhões e milhões aos cofres públicos em todo o país.

SEGUNDO os críticos do governo, diminuíram as vítimas nos acidentes automobilísticos porque poucos motoristas conseguem andar a mais de 40km por hora nas estradas brasileiras. O drama do transporte rodoviário não é novidade e nem será solucionado no governo Temer. As estradas viraram assunto secundário na pauta dos governantes há anos e a resposta infelizmente consumirá bilhões do governo, por falta de continuidade dos que o antecederam.

CUIDAR das rodovias não passa, apenas, de mais uma obrigação do governo. É uma imposição da economia para o bem de toda a sociedade. É preciso estancar nossos males crônicos com medidas efetivas que contribuam com a população. E não com as conhecidas operações tapa-buracos que não resolvem o problema.

O DRAMA das estradas esburacadas também é sofrido em Nova Friburgo. Muitas estradas vicinais, além da malha urbana, estão necessitando de reparos. O esforço do governo municipal, ao longo dos mandatos, não tem sido suficiente para suprir as deficiências estruturais e depende fundamentalmente da ajuda do governo estadual das parcerias e das verbas federais.

ASSIM segue o Brasil tapando buracos, das estradas, do orçamento, dos hospitais, das favelas, das salas de aulas, das delegacias lotadas, num eterno remendo. E seguirá assim, enquanto o objetivo da maioria que circula nos corredores dos poderes for sempre a próxima eleição.

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